quarta-feira
18 fevereiro

Exército articula segurança cibernética em Brasília com setor público, privado e academia para desenvolver soluções estratégicas e fortalecer ENDEFORTE e proteção de infraestruturas críticas

Oficina do Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Defesa reuniu atores públicos, privados e acadêmicos em Brasília para mapear oportunidades, riscos e modelos de atuação em segurança cibernética

O encontro promovido pelo Estado-Maior do Exército buscou ampliar o diálogo entre as Forças e a sociedade, com foco em inovação e integração para a proteção do ambiente digital.

Durante a oficina foram discutidas a evolução das ameaças cibernéticas, a gestão de riscos e as tendências tecnológicas que afetam infraestruturas críticas e sistemas governamentais.

As contribuições servirão como insumos técnicos e estratégicos para decisões futuras, incluindo prioridade a projetos que aumentem a autonomia tecnológica nacional.

conforme informação divulgada pelo Estado-Maior do Exército (EME)

Ameaças digitais e desafios contemporâneos

Especialistas destacaram o aumento da sofisticação dos ataques digitais, capaz de atingir cadeias logísticas, meios de comunicação e a capacidade de comando e controle do Estado.

O debate enfatizou a necessidade de gestão de riscos integrada, com foco em detecção precoce, compartilhamento de inteligência e inovação contínua em segurança cibernética.

Integração com a sociedade e projeto ENDEFORTE

Um dos pontos centrais foi o levantamento de oportunidades, riscos e dificuldades relacionados ao “projeto de criação da Empresa Nacional de Desenvolvimento da Força Terrestre (ENDEFORTE)”, segundo os organizadores.

A aproximação com instituições civis, empresas de tecnologia e o meio acadêmico reforça que a capacidade cibernética depende da integração entre Defesa, indústria e conhecimento científico.

Ciberespaço como dimensão estratégica da Defesa

O Exército reafirmou o compromisso de ampliar suas capacidades no ciberespaço, que se soma aos ambientes terrestre, marítimo, aéreo e espacial, colocando a segurança cibernética como elemento central da soberania e da estabilidade institucional.

O ambiente digital foi qualificado nas discussões como “um dos domínios mais sensíveis da segurança nacional.” As iniciativas buscam fortalecer a cooperação interinstitucional, o planejamento estratégico e a inovação diante de ameaças cada vez mais complexas.

Para colaborar com sugestões ou relatar erros, os organizadores indicaram contato via WhatsApp, conforme a divulgação do EME.

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