Em ação na ZIDA 41, a FAB acionou A-29 Super Tucano, E-99 e H-60 Black Hawk para acompanhar um Cessna 182P sem plano de voo, que pousou forçado e foi abandonado
A interceptação ocorreu na manhã de sexta-feira, sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, quando uma aeronave entrou sem autorização no espaço aéreo brasileiro.
Os radares do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial detectaram o alvo na Zona de Identificação de Defesa Aérea, e caças foram enviados para acompanhamento visual e comunicações de rotina.
Conforme informação divulgada pela Força Aérea Brasileira (FAB).
Detecção e sequência de interceptação
Os radares do SISDABRA identificaram a aeronave, um Cessna 182P, ingressando irregularmente na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), sem plano de voo e com matrícula não identificada.
Sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais, foram acionados caças A-29 Super Tucano e a aeronave de alerta antecipado E-99, que acompanharam e realizaram reconhecimento visual, seguindo protocolos internacionais de policiamento do espaço aéreo.
Medidas de policiamento e pouso forçado
Com ausência de resposta adequada do piloto, a FAB aplicou as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), previstas no Decreto nº 5.144, que regulamenta a atuação contra tráfegos aéreos ilícitos no território nacional.
Após manobras de interceptação e sinalização, o piloto optou por realizar um pouso forçado em uma pista de terra, localizada a cerca de 15 quilômetros ao sul do município de Amajari e aproximadamente 60 quilômetros de Boa Vista (RR), e a aeronave foi encontrada abandonada com avarias estruturais.
Controle no solo e operação integrada
Para as Medidas de Controle no Solo (MCS), a FAB empregou um helicóptero H-60 Black Hawk e equipes foram enviadas ao local do pouso forçado.
No local, as equipes constataram que o piloto havia fugido, e até o momento não foi localizado, conforme apuração das forças envolvidas.
Soberania, proteção e objetivos da Operação ZIDA 41
A ação integra a Operação ZIDA 41, voltada a coibir voos irregulares, ilícitos transfronteiriços e atividades aéreas criminosas, com foco em áreas sensíveis como a Amazônia e terras indígenas.
Segundo a FAB, operações como essa reforçam a prontidão operacional e a eficácia do sistema de defesa aeroespacial brasileiro, além de serem essenciais para a proteção de populações indígenas e da integridade territorial, em uma região marcada por garimpo ilegal, tráfico e crimes ambientais.


