No 72º BI Caat, o Estágio Básico do Combatente de Caatinga treina militares para atuar com autossuficiência, resistência e equipamentos adaptados ao bioma
O cotidiano do combatente da caatinga é moldado por treinos que simulam as condições mais duras do semiárido, com longos deslocamentos, privação de água e calor intenso.
As práticas desenvolvidas no 72º BI Caat em Petrolina visam fazer do militar um operador capaz de manter a prontidão em terreno hostil, com ênfase em sobrevivência e resistência física.
O Estágio Básico do Combatente de Caatinga testa limites mentais e físicos, reforça disciplina e espírito de corpo, e prepara para missões que exigem extrema adaptação ao ambiente, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Treinamento extremo e adaptação ao bioma caatinga
Os exercícios de campanha, chamados de “bota-fora”, incluem deslocamentos extensos sob o sol, simulando operações reais no semiárido nordestino, e são projetados para desenvolver autossuficiência e perseverança.
A instrução foca técnicas de sobrevivência em ambiente árido, localização e racionalização de água, obtenção de alimentos e uso de plantas medicinais nativas, de modo que o combatente consiga operar mesmo sob desgaste físico extremo.
O Treinamento Físico Militar é adaptado às altas temperaturas, priorizando resistência e controle do estresse térmico, preparando o militar para operar com segurança em condições que podem ultrapassar 60 °C no solo, conforme descrição do treinamento.
Equipamentos e vestuário, proteção pensada para o sertão
O uniforme do combatente da caatinga é específico, confeccionado em brim caqui e reforçado com couro nos braços, pernas e peito, para proteger contra espinhos, pedras e abrasões constantes da vegetação.
Em determinadas situações o capacete balístico é substituído pelo tradicional chapéu de couro, inspirado no sertão nordestino, reduzindo a retenção de calor e protegendo cabeça e pescoço contra insolação.
Luvas de couro e óculos do tipo deserto completam o conjunto essencial, refletindo uma doutrina que considera, de forma prática, que adaptar-se ao ambiente é condição básica para sobreviver e combater.
EBCC, identidade e o lema do combatente
O Estágio Básico do Combatente de Caatinga, conduzido pelo 72º BI Caat, é conhecido como a Casa do Combatente de Caatinga, e transforma recrutas em especialistas aptos a cumprir missões no semiárido.
O estágio expõe os militares a privação de água, fadiga extrema e calor intenso, enquanto reforça valores como disciplina, rusticidade e espírito de corpo, sintetizados no lema “Caatinga, Sertão!”.
A máxima local, citada durante a formação, resume a rotina e a exigência dos treinos, “Tudo o que fazemos de dia, fazemos à noite”, e traduz a disponibilidade permanente que se espera do combatente da caatinga.


