terça-feira
12 maio

Escoteiros do Mar em Minas Gerais crescem desde 2019, transformando rios e represas em escolas náuticas, com apoio da Marinha e foco em cidadania ambiental

Em Minas Gerais, os Escoteiros do Mar adaptam técnicas de marinharia a rios, represas e lagos, promovendo segurança aquática, trabalho em equipe e consciência ambiental entre jovens

A modalidade naval do Movimento Escoteiro mostra que a formação marinheira não depende do litoral, ela se aplica às águas interiores do Estado, em atividades práticas e pedagógicas.

As práticas incluem vela, remo, navegação, exploração aquática e vida ao ar livre, sempre com protocolos de segurança, respeito ambiental e ênfase no trabalho coletivo.

Desde 2019, Minas integra oficialmente os Escoteiros do Mar, aproveitando a vocação hidrográfica chamada Caixa d’Água de Minas Gerais para formar jovens conscientes sobre a água como recurso estratégico, social e econômico, (conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco)

Técnica e adaptação às águas interiores

Os escoteiros aplicam técnicas de marinharia tradicionais em rios, lagos e represas, comprovando que atividades como vela e remo funcionam fora do ambiente marítimo.

O foco em segurança e no uso de protocolos permite que essas experiências transformem corpos d’água interiores em salas de aula ao ar livre seguras, reforçando habilidades práticas e valores cívicos.

Vínculo com a Marinha e presença institucional

O relacionamento histórico entre o escotismo e a marinharia permanece vivo no Brasil, com apoio institucional da Marinha do Brasil às atividades do Escotismo do Mar.

Em Minas, esse suporte é feito por órgãos como a Capitania Fluvial de Minas Gerais e a Delegacia Fluvial de Pirapora, especialmente ao longo do Rio São Francisco, fortalecendo formação e cultura de navegação interior.

Educação, cidadania e grupos locais

O movimento escoteiro complementa a educação formal com prática, voluntariado e atividade apartidária, oferecendo faixas etárias e modalidades para diferentes idades.

No país, há três modalidades, Básica, do Mar e do Ar, e faixas etárias que vão de Lobinhos (6,5 a 10 anos) a Pioneiros (18 a 22 anos), além de adultos voluntários que orientam e mantêm os projetos.

Exemplo em Belo Horizonte e convite à participação

Em Belo Horizonte, o 197º Grupo Escoteiro do Mar Encouraçado Minas Geraes realiza atividades regulares que transformam rios e represas em espaços de aprendizado sobre liderança, solidariedade e responsabilidade social.

As ações destacam o papel da formação náutica interiorana na conservação dos recursos hídricos e na construção de cidadania, e são uma porta aberta para jovens e comunidades se envolverem com educação ambiental e prática esportiva.

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