Módulo de Campanha de Energia Solar amplia autonomia logística, reduz assinatura térmica e sonora, e garante energia para comunicações, comando e vigilância em acampamentos remotos
O Exército Brasileiro entregou ao 2º Batalhão Ferroviário, em parceria com o Centro de Instrução de Engenharia, um Módulo de Campanha de Energia Solar destinado a fornecer eletricidade limpa para operações e acampamentos.
A solução visa reduzir a dependência de combustíveis fósseis, diminuir a assinatura térmica e sonora das instalações, e ampliar a autonomia logística das tropas em áreas remotas.
O sistema também será usado em atividades de ensino e doutrina, preparando militares para operar com maior resiliência e mobilidade, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Solução logística inovadora e ganho operacional
O Módulo de Campanha foi projetado para garantir fornecimento contínuo de energia para sistemas críticos, como comunicações, comando e controle, e vigilância, reduzindo a necessidade de geradores movidos a combustível.
Ao reduzir o uso de combustíveis fósseis, o equipamento diminui a assinatura sonora e térmica das bases, um benefício direto para a segurança operacional das tropas.
Com maior disponibilidade de energia elétrica, a tropa ganha em prontidão e autonomia, permitindo operações mais longas sem reabastecimento constante.
Sustentabilidade e responsabilidade institucional
A adoção de energia solar pelo Exército reforça o compromisso com práticas ambientais mais sustentáveis e com eficiência energética, alinhando a Força Terrestre a tendências internacionais de defesa.
Investir em fontes renováveis mostra que inovação tecnológica e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas, fortalecendo a imagem institucional e a aceitação social da corporação.
Além do impacto operacional, o uso de energia solar reduz custos logísticos associados ao transporte e armazenamento de combustíveis em missões.
Instrução, doutrina e preparo para o futuro
O módulo passa a integrar atividades de ensino no Centro de Instrução de Engenharia, promovendo experimentação doutrinária e difusão dessa capacidade entre engenheiros militares.
O uso em treinamentos prepara os militares para cenários em que mobilidade, resiliência e independência energética serão decisivos, contribuindo para a modernização da Arma de Engenharia.
Ao consolidar o sistema no 2º Batalhão Ferroviário, o Exército amplia a capacidade de atuação autônoma das unidades, com ganhos operacionais e ambientais.


