terça-feira
17 fevereiro

Exército Brasileiro no Haiti relembra vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010, homenagens aos 22 brasileiros, 18 militares mortos, legado e lições 15 anos depois

A atuação humanitária e de paz do Exército Brasileiro no Haiti 15 anos depois, recordando que o desastre deixou mais de 200 mil mortos e cerca de 1,5 milhão de desabrigados

Há quinze anos, o Haiti foi atingido por um terremoto que mudou o curso do país e provocou uma crise humanitária de grande escala.

Forças internacionais, com destaque para o papel do Brasil na MINUSTAH, atuaram em operações de socorro, segurança e apoio logístico.

As homenagens às vítimas e aos profissionais que morreram prestando assistência marcam o aniversário e convidam à reflexão sobre cooperação e memória, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

O terremoto e a dimensão da tragédia

O dia 12 de janeiro de 2010 permanece como uma das datas mais dolorosas da história recente do Haiti, quando um tremor devastador atingiu o país e deixou marcas profundas.

O abalo causou a morte de mais de 200 mil pessoas, deixou cerca de 1,5 milhão de desabrigados e reduziu grande parte de Porto Príncipe a escombros.

Hospitais, prédios públicos e infraestrutura entraram em colapso, e a escala da catástrofe exigiu resposta imediata e coordenada da comunidade internacional.

Atuação do Exército Brasileiro na MINUSTAH

Naquele período, o Brasil liderava o componente militar da MINUSTAH e teve papel central nas operações de socorro e manutenção da ordem.

Militares brasileiros trabalharam na distribuição de alimentos, no atendimento emergencial e na coordenação de buscas, mesmo com recursos e instalações locais severamente danificados.

O esforço foi marcado por risco e sacrifício, resultado que inclui a informação de que 22 brasileiros mortos, 18 eram militares, vítimas do cumprimento do dever em missão de paz.

Memória, legado e compromisso com a paz

A tragédia também vitimou profissionais da ajuda humanitária, entre eles a médica e humanitária Zilda Arns, referência em ações sociais e fundadora da Pastoral da Criança.

Quinze anos depois, a lembrança do Haiti reafirma o papel do Exército Brasileiro no Haiti como instrumento de Estado na promoção da paz, solidariedade e cooperação humanitária.

As homenagens servem para preservar a memória dos que tombaram, reforçar lições aprendidas e orientar futuras operações em cenários de crise.

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