quarta-feira
18 fevereiro

Fragatas Tamandaré: Marinha batiza quatro embarcações com heróis históricos e une legado de Tamandaré à tecnologia para proteger a Amazônia Azul

As Fragatas Tamandaré homenageiam Marquês de Tamandaré, Jerônimo de Albuquerque, Luís Cunha Moreira e Antônio Carlos Mariz e Barros, e combinam memória e poder naval moderno

A Marinha do Brasil batizou as quatro embarcações do Programa Classe Tamandaré com nomes de figuras decisivas da história naval, transformando tecnologia em símbolo de legado e soberania.

As novas fragatas foram concebidas como navios-escolta multimissão, com sensores avançados, sistemas integrados de comando e controle, e armamentos para enfrentar ameaças aéreas, de superfície e submarinas.

O batismo projeta no presente exemplos de liderança, coragem e serviço à pátria, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade da Marinha para proteger a Amazônia Azul e rotas marítimas vitais.

conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Os heróis que dão nome às Fragatas Tamandaré

Os nomes escolhidos representam momentos-chave da história naval brasileira. Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, é Patrono da Marinha, símbolo de liderança e visão estratégica. A segunda embarcação homenageia Jerônimo de Albuquerque, defensor do território no século XVII, reconhecido por comandar forças nativas em combate.

Luís Cunha Moreira, terceiro nome da classe, foi o primeiro ministro da Marinha brasileiro, fundamental para estruturar a Armada após a Independência. A quarta fragata leva o nome de Antônio Carlos Mariz e Barros, que morreu em combate mantendo-se à frente da tripulação, referência de coragem e sacrifício.

Na descrição do projeto, a Marinha destaca que a iniciativa “transforma aço, sensores e sistemas de armas em memória viva da Nação.”

Tecnologia e capacidade militar do século XXI

As Fragatas Tamandaré foram projetadas para operar no ar, no mar e sob a superfície, com capacidade para missões de escolta, dissuasão e operações conjuntas. Esses navios integram sensores avançados e um sistema de combate moderno, que ampliam a prontidão operacional da Esquadra.

Com essas capacidades, a Marinha busca maior interoperabilidade em exercícios internacionais e mais recursos para proteger plataformas offshore, linhas de comunicação e interesses estratégicos do Brasil.

Programa Classe Tamandaré, indústria e Amazônia Azul

O Programa Fragatas Classe Tamandaré, “Incluído no Novo PAC, o Programa Fragatas Classe Tamandaré é um dos pilares da modernização da Esquadra,” e é gerenciado pela EMGEPRON, em parceria com a SPE Águas Azuis.

O consórcio reúne empresas como Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, fortalecendo a Base Industrial de Defesa, gerando empregos qualificados e consolidando a construção naval militar no Brasil.

As fragatas são, segundo a Marinha, essenciais para garantir presença na Amazônia Azul, protegendo recursos naturais, plataformas e rotas comerciais vitais.

Legado, identidade e soberania

Ao batizar as embarcações com esses nomes, a Marinha reforça valores institucionais, unindo tradição e modernidade. Como afirma a matéria original, “Juntos, os quatro nomes traduzem serviço à Pátria, coragem e compromisso com a soberania nacional.”

As Fragatas Tamandaré simbolizam, portanto, a continuidade de um legado histórico, e a adaptação desse legado às exigências da guerra naval do século XXI, com foco na proteção do litoral e dos interesses estratégicos do país.

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