Marinha do Brasil amplia apoio com sonar e embarcação de casco semirrígido para mapear o leito do Rio Mearim, direcionando buscas por crianças desaparecidas em Bacabal
A Marinha do Brasil intensificou o apoio às ações do Estado no Maranhão, empregando tecnologia de sonar nas buscas por duas crianças desaparecidas no município de Bacabal.
Pelo terceiro dia consecutivo, militares utilizam equipamentos do Centro de Hidrografia do Norte para realizar varreduras no leito do Rio Mearim, com o objetivo de ampliar a eficiência das operações.
As ações combinam tecnologia e equipes especializadas, em um esforço para localizar as vítimas com rapidez e segurança, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Uso do sonar como multiplicador de capacidade
Desde o último domingo, a Marinha emprega sonar de varredura lateral (side scan sonar) para mapear o fundo do Rio Mearim, tecnologia capaz de gerar imagens detalhadas do leito e identificar anomalias que possam orientar a atuação dos mergulhadores.
A ferramenta permite otimizar tempo e recursos, direcionando buscas para áreas de maior probabilidade, e foi disponibilizada pelo Centro de Hidrografia do Norte.
Meios navais e equipe no trecho fluvial
A operação é conduzida por equipes da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA) e do Centro de Hidrografia do Norte, que também disponibilizaram embarcação de casco semirrígido para apoio às ações no trecho fluvial.
Pelo terceiro dia consecutivo, militares utilizam equipamentos do Centro de Hidrografia do Norte para realizar varreduras no leito do Rio Mearim, ampliando a eficiência das operações.
Atuação interagências e áreas verificadas
A operação reúne Marinha do Brasil, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Civil, Defesa Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Exército, em um esforço interagências que já dura mais de duas semanas.
Na segunda-feira (19), a varredura de mais um quilômetro do leito do rio identificou duas áreas de interesse próximas ao povoado Santa Rosa, posteriormente verificadas por mergulhadores.
Prioridade humanitária e informações sobre as crianças
As crianças Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4), moradores da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, estão desaparecidas há cerca de duas semanas.
As circunstâncias ainda são investigadas, com indícios de que tenham se perdido em área de mata próxima às residências, e o planejamento prevê cobrir aproximadamente 19 quilômetros do Rio Mearim, mantendo a prioridade na localização das vítimas.
Segundo o Capitão dos Portos do Maranhão, Capitão de Mar e Guerra Ademar Augusto Simões Júnior, a tecnologia empregada é a mesma utilizada em outras ocorrências complexas, permitindo ganhos expressivos de eficiência nas buscas subaquáticas.


