Capitão de Fragata Vivian Scofano assume pela primeira vez a direção da Policlínica Naval de Manaus, unidade referência em atendimento à família naval e em suporte às ações fluviais na Amazônia
A Marinha do Brasil nomeou, pela primeira vez em sua história, uma mulher para comandar a unidade de saúde em Manaus.
A oficial, Capitão de Fragata Vivian Scofano, é médica, especialista em coloproctologia, e vinha atuando como vice-diretora da unidade.
A mudança é vista como marco para a atuação da Policlínica Naval de Manaus no atendimento a militares, dependentes e populações ribeirinhas e indígenas da região, com desafios de gestão e logística em ambiente fluvial, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Trajetória profissional e marco histórico
Vivian Scofano ingressou na Marinha do Brasil em 2006 e construiu carreira em unidades subordinadas ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra e no Centro de Perícias Médicas da Marinha.
Especialista em coloproctologia, ela acumulou experiência em assistência e em gestão de saúde militar, e, antes da nomeação, ocupava o cargo de vice-diretora da Policlínica, o que lhe proporcionou conhecimento das rotinas administrativas, logísticas e operacionais da unidade.
Papel estratégico da Policlínica Naval de Manaus
A Policlínica Naval de Manaus foi criada em março de 2009 e evoluiu de Posto Médico para Ambulatório Naval, consolidando-se como uma das principais estruturas de saúde da Marinha na Amazônia Ocidental, subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval.
A unidade presta atendimento ambulatorial a militares e dependentes, e fornece profissionais para as Ações de Assistência Hospitalar, os Navios de Assistência Hospitalar, conhecidos como Navios da Esperança, que levam atendimento médico, odontológico e de enfermagem a comunidades ribeirinhas e indígenas.
Atuação em missões e dados de impacto
Em missões recentes, a equipe da Policlínica se destacou em operações embarcadas, incluindo a ASSHOP no Rio Solimões a bordo do Navio de Assistência Hospitalar Oswaldo Cruz, quando a atuação salvou a vida de dois indígenas vítimas de descarga elétrica.
Somente em 2025, os NAsH atenderam 264 comunidades da Amazônia Ocidental, realizando mais de 348 mil procedimentos de saúde, em parceria com o Ministério da Saúde.
Impacto social, liderança feminina e desafios futuros
Ao assumir a chefia da unidade, Capitão de Fragata Vivian Scofano ressaltou a importância da liderança feminina e da interoperabilidade entre as Forças, apontando que os desafios vão além da assistência médica, envolvendo gestão de pessoal, logística em ambiente fluvial e administração de recursos públicos.
A nomeação ocorre em um ano em que a Marinha celebra 45 anos do ingresso de mulheres na Força, e simboliza avanço na presença feminina em cargos de comando em estruturas de saúde militar na região amazônica.


