quarta-feira
18 fevereiro

Operação Atlas reforça prontidão e poder de dissuasão do Exército Brasileiro na Amazônia, com cerca de 4 mil militares, modernização em C2 e alcance do Astros

Exercício conjunto ampliou mobilidade e integração interforças, com deslocamentos terrestres e fluviais, entrega do FAC2FTer, sensores do SISFRON e emprego integrado de vetores e sistemas de fogo

A Operação Atlas consolidou avanços significativos na prontidão operacional e no poder de dissuasão do Exército Brasileiro, ao promover um amplo exercício conjunto e integrado na Amazônia.

O exercício reuniu cerca de 4 mil militares, oriundos de 105 organizações militares dos oito Comandos Militares de Área, em fases de planejamento, mobilização e apronto operacional.

As ações incluiu planejamento em Brasília, deslocamento estratégico e apronto em Boa Vista, com foco em projeção e sustentação da força em todo o território nacional, conforme informação divulgada pelo Ministério da Defesa.

Planejamento estratégico e projeção de forças

O exercício foi estruturado em três fases, com a primeira realizada na Escola Superior de Defesa, em Brasília, para planejamento do emprego conjunto, simulação de cenários e integração interforças.

Na segunda fase, o deslocamento estratégico testou a capacidade de mobilização em grandes distâncias, e a terceira ocorreu em Boa Vista, com apronto operacional e adestramento voltado à projeção e sustentação da força.

Mobilidade estratégica e inovação

Entre os destaques operacionais esteve o deslocamento terrestre e fluvial de meios pesados. Aproximadamente 60 militares da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada partiram de Curitiba (PR) rumo a Boa Vista (RR) com um comboio de 32 viaturas, incluindo carretas para transporte de carros de combate, caminhões e veículos de apoio.

Simultaneamente, a 17ª Brigada de Infantaria de Selva empregou 48 viaturas e realizou o deslocamento fluvial a partir de Porto Velho (RO) até Manaus (AM), pelo Rio Madeira.

No campo da inovação, o Centro de Desenvolvimento de Sistemas realizou a primeira entrega operacional da Família de Aplicativos de Comando e Controle da Força Terrestre (FAC2FTer), marco na modernização dos meios de comando e controle, ampliando a consciência situacional e a agilidade decisória dos comandantes.

Poder de combate, dissuasão e vigilância

A Operação demonstrou capacidades críticas, como Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, garantindo detecção, descontaminação e proteção da tropa para assegurar continuidade das operações.

Foram empregados sistemas do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), incluindo radares de vigilância terrestre e binóculos termais, ampliando a consciência situacional em múltiplos níveis.

O adestramento incluiu tiro real, apoio aéreo aproximado de aeronaves A-29 Super Tucano, viaturas blindadas Guarani, Guaicurus e Cascavel, carros de combate Leopard 1A5, capazes de engajar alvos a até 4 km, e o emprego do sistema Astros, com alcance de até 300 km com o Míssil Tático de Cruzeiro, reafirmando o alto poder de dissuasão.

Capacidades aeroterrestres e conclusão

Militares da Força-Tarefa Afonsos executaram infiltrações aeroterrestres com saltos táticos, demonstrando prontidão e capacidade de emprego rápido em cenários complexos.

Ao integrar mobilidade estratégica, inovação em C2 e capacidade de fogo, a Operação Atlas reforçou a capacidade do Exército Brasileiro de projetar força e atuar de forma coordenada na Amazônia, elevando a dissuasão e a prontidão operacional.

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