Homenagem em Recife integra as comemorações dos 150 anos da DHN, destacando a Hidrografia como prioridade para navegação segura, proteção ambiental e projeção da soberania
A cerimônia de homenagem realizada em Recife evocou o legado técnico e histórico da Hidrografia, mostrando a importância do serviço para as operações navais e para a economia marítima.
O ato reuniu autoridades, militares e representantes civis, em um tributo que busca manter viva a memória dos pioneiros e inspirar novas gerações de hidrográfos.
Conforme informação divulgada pela Capitania dos Portos de Pernambuco, a iniciativa integrou as atividades em comemoração aos 150 anos da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN).
Tributo e participantes
“A Capitania dos Portos de Pernambuco realizou, no dia 2 de fevereiro, a aposição floral ao túmulo do Capitão de Fragata Manoel Antônio Vital de Oliveira, Patrono da Hidrografia Brasileira.” A frase resume o cerne do ato, realizado no Recife.
O evento foi conduzido pelo Capitão dos Portos de Pernambuco, Capitão de Mar e Guerra André Luiz dos Santos Costa, e pelo Encarregado do Serviço de Sinalização Náutica do Nordeste, Capitão de Corveta Matheus Ronaldo Custodio Brandão.
Também estiveram presentes militares da Capitania dos Portos, do Hospital Naval do Recife, da Escola de Aprendizes de Marinheiros de Pernambuco, e representantes da Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais, reforçando o caráter institucional da homenagem.
O Patrono Manoel Antônio Vital de Oliveira
Manoel Antônio Vital de Oliveira é lembrado como um dos pioneiros da Hidrografia no Brasil, com contribuições decisivas para os levantamentos hidrográficos e para o mapeamento seguro da costa.
Sua atuação técnica e científica lançou bases que permitiram avanços nos levantamentos das hidrovias nacionais, e sua trajetória teve destaque também em combate, na Guerra da Tríplice Aliança, onde faleceu em 1867.
A figura de Vital de Oliveira é tratada como símbolo de devoção ao dever e referência para profissionais que atuam na área até hoje.
Hidrografia, soberania e desenvolvimento
Ao marcar a data em que se fez a homenagem, a Marinha aproveitou para reafirmar o papel estratégico da Hidrografia para a segurança da navegação, a proteção do ambiente marinho e o desenvolvimento científico do País.
A atuação hidrográfica é fundamental para o comércio marítimo, para a exploração sustentável de recursos e para a projeção da soberania nas águas jurisdicionais brasileiras, pontos ressaltados durante a cerimônia.
Eventos como este buscam preservar a memória histórica e científica do país, e servir de referência para militares, pesquisadores e para a sociedade civil interessada nas questões do mar.
Participação institucional e continuidade
A iniciativa em Recife integra a programação dos “150 anos da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN)”, e reforça o compromisso institucional com a memória e com a qualificação técnica.
O tributo reafirma que a história de pioneiros como Vital de Oliveira permanece viva, e que a Hidrografia continua sendo elemento central para políticas públicas relacionadas ao mar, ao comércio e à segurança.
Participe e envie sugestões de pauta ou comunicações de erro pelo canal indicado pela Capitania, mantendo o diálogo entre instituições e sociedade.


