sexta-feira
17 abril

Everardo Backheuser e o pensamento territorial militar no Brasil, como educação cívica, interiorização e infraestrutura moldaram a soberania nacional no século XX

Everardo Backheuser defendeu que a ocupação do espaço, a formação cívica e a integração por infraestrutura eram elementos-chave do pensamento territorial militar, para afirmar a soberania

No início do século XX, o Brasil buscava consolidar fronteiras e integrar um território continental, marcado por baixa densidade no interior e infraestrutura limitada.

Everardo Backheuser alinhou correntes europeias de geopolítica com uma leitura própria da realidade brasileira, enfatizando a relação entre espaço geográfico e poder do Estado.

Para Backheuser, a soberania não se sustenta apenas por meios militares, ela exige presença efetiva, vínculos culturais e integração física do país, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

A formação do pensamento territorial militar

Backheuser contribuiu para a consolidação de um pensamento territorial militar no Brasil, ao tratar o território como fator estruturante da economia, da defesa e da coesão política.

Ele adaptou ideias da geografia política europeia à realidade brasileira, com ênfase em um país de grande extensão territorial e interior pouco povoado, onde a presença estatal precisava ser praticada, não apenas cartografada.

Território e educação cívica como instrumentos de soberania

Uma das propostas mais originais de Backheuser foi conectar educação cívica e defesa nacional, entendendo que cidadãos integrados culturalmente fortalecem a soberania.

Segundo essa visão, a ocupação deve vir acompanhada de formação cultural, para transformar espaço formalmente incorporado em território politicamente coeso e estratégico.

Interiorização, infraestrutura e integração física do país

Backheuser enfatizou a ocupação do interior como imperativo estratégico, por acreditar que um território vazio é vulnerável a pressões externas e internas.

Ferrovias, rodovias e comunicações eram vistas como instrumentos de integração física, capazes de facilitar deslocamento de tropas, mercadorias e populações, e assim, aumentar a capacidade de dissuasão do Estado.

Atualidade e legado do pensamento

Mesmo formulado há mais de um século, o pensamento territorial militar de Backheuser continua relevante para entender a relação entre território, soberania e infraestrutura no contexto geopolítico contemporâneo.

Sua ênfase na integração física, na formação cívica e na visão de longo prazo ajuda a interpretar políticas de defesa que vão além de armamentos, ao priorizar ocupação estratégica, coesão social e planejamento nacional.

Nos siga nas redes sociais

Últimas Notícias

- Advertisement - spot_imgspot_img

Notícias Relacionadas

Marinha do Brasil eleva uso de jogos de guerra...

Curso de Extensão sobre os Fundamentos dos Jogos de Guerra, realizado entre os dias 7 e 9...

Apreensão de drogas na Amazônia, Operação CURARE 2026: Exército...

Na faixa de fronteira amazônica, a apreensão de drogas na Amazônia pela Operação CURARE 2026 retirou do...

PROSUB: como o programa de submarinos fortalece a soberania...

Naval Group destaca PROSUB como pilar da soberania naval brasileira, com transferência de tecnologia, submarinos Scorpène e...

PROFESP no Sertão: Exército Brasileiro e 35º Batalhão iniciam...

PROFESP no Sertão reforça formação cidadã, disciplina e integração social em comunidades vulneráveis, atendendo 60 crianças, envolvendo...

Fuzileiros avaliam granada fumígena para blindados da CONDOR, em...

Teste da CONDOR Non-Lethal Technologies com o Corpo de Fuzileiros Navais avalia granada fumígena para blindados, focando...

CEPE 2025 e ADESG no Comando Militar do Nordeste,...

Visita integrou estagiários do CEPE 2025 e ADESG ao Comando Militar do Nordeste, com palestra sobre desordem...