Participação no exercício internacional comprovou prontidão em defesa cibernética, interoperabilidade e protocolos de resposta a incidentes, envolvendo 2.500 especialistas de 29 países
Exército Brasileiro atuou no Exercício Internacional Defence Cyber Marvel 2026, com atividades entre os dias 6 e 15 de fevereiro, conectando capacidades técnicas a parceiros globais.
Dois times mistos Brasil–Reino Unido participaram das operações, e a coordenação do evento ocorreu em Singapura, com parte das ações operacionais realizadas remotamente a partir do 7º Centro de Telemática de Área, o 7º CTA.
O exercício testou defesa, detecção e resposta a ataques a redes críticas, mostrando avanços na defesa cibernética e na interoperabilidade entre forças, conforme informação divulgada pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro.
Capacidade técnica e resposta em tempo real
O DCM26 simulou cenários de alta pressão, com ataques complexos voltados a infraestruturas críticas, exigindo análise forense digital, contenção de incidentes e restauração de sistemas.
As equipes precisaram preservar a integridade de redes estratégicas enquanto aplicavam protocolos de defesa, o que permitiu ao Comando de Defesa Cibernética verificar procedimentos de comando e controle no domínio digital.
O exercício fortaleceu a prontidão operacional e ampliou a capacidade de detectar, neutralizar e mitigar ameaças, reforçando a importância da defesa cibernética para serviços essenciais e redes militares.
Diplomacia militar e cooperação com o Reino Unido
Coordenado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, o evento reuniu aproximadamente 2.500 especialistas de 29 países, consolidando o DCM26 como uma das maiores simulações globais de cibersegurança militar.
A formação de equipes combinadas Brasil–Reino Unido destacou a dimensão diplomática da colaboração, ampliando a troca de conhecimento técnico e fortalecendo laços institucionais no domínio da defesa cibernética.
A presença brasileira na coordenação global também sinaliza reconhecimento da capacidade técnica nacional e projeta o país como parceiro confiável em segurança digital.
Alinhamento estratégico e fortalecimento institucional
A participação está alinhada à Estratégia Nacional de Defesa e à Política Cibernética de Defesa, que definem o domínio cibernético como prioridade para a soberania nacional.
Investimentos em capacitação, interoperabilidade e inovação tecnológica integram esforços conjuntos das Forças Armadas para proteger redes militares e infraestruturas críticas, ampliando a resiliência coletiva.
Em um contexto em que ataques digitais podem comprometer energia, telecomunicações e serviços essenciais, a continuidade de treinamentos como o DCM26 reafirma que a segurança do Brasil passa também pela proteção do espaço virtual.
Operações e próximos passos
As ações operacionais realizadas a partir do 7º Centro de Telemática de Área permitiram avaliar ferramentas e protocolos em ambiente realista, oferecendo lições para aprimorar defesas e procedimentos conjuntos.
O aprendizado obtido no DCM26 deverá orientar novos treinamentos, modernização de capacidades e cooperação internacional, mantendo o foco na rápida detecção e resposta a incidentes cibernéticos.
Para sugestões de pautas ou correções, é possível entrar em contato via WhatsApp no número informado pelas equipes do Exército.


