Operação Catrimani II interditou via clandestina no Xitei, Pupunha, cortou rota de abastecimento do garimpo ilegal e reforçou presença do Estado na Amazônia
O Exército Brasileiro inutilizou uma pista clandestina usada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, durante ações da Operação Catrimani II na região do Xitei, conhecida como Pupunha.
A ação envolveu planejamento prévio, reconhecimento do terreno e intervenção técnico-operacional do Pelotão Especial de Fronteira, com emprego de meios aéreos e apoio de inteligência.
Para garantir a inutilização total da estrutura foram aplicados 400 quilos de explosivos, e o transporte de pessoal e equipamentos foi feito por aeronave H-60 “Black Hawk”, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Ação técnico-operacional na região do Xitei
O trabalho começou com o vasculhamento da área pelo Pelotão Especial de Fronteira, que realizou o reconhecimento do terreno e o levantamento de riscos antes da interdição.
O planejamento definiu o ponto de aplicação dos explosivos para inutilizar totalmente a pista clandestina, interrompendo uma rota estratégica de abastecimento do garimpo ilegal na região.
Meios empregados e mobilidade
A operação foi conduzida sob o âmbito do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo em Roraima, e fez uso combinado de inteligência, tropa especializada e meios aéreos.
O transporte de pessoal, material e equipamentos por H-60 “Black Hawk” ampliou a mobilidade e a capacidade de resposta em área remota, demonstrando prontidão operacional em ambiente de selva.
Impacto ambiental, proteção às comunidades e presença do Estado
A inutilização da pista afeta diretamente a logística do garimpo ilegal, dificultando o fluxo de insumos, combustível e apoio humano, e contribuindo para reduzir a pressão sobre a Terra Indígena Yanomami.
A presença do garimpo tem provocado desmatamento, degradação de cursos d’água e riscos à saúde das comunidades indígenas, e a operação busca cortar linhas de abastecimento para mitigar esses efeitos.
Além do caráter repressivo, a iniciativa integra estratégias de prevenção, monitoramento e dissuasão de ilícitos transfronteiriços, fortalecendo a soberania e a presença institucional na Amazônia.


