Compra de 120 espingardas CBC Military 3.0 RT 19" Tactical pelo Comando do Material de Fuzileiros Navais, passo para integração, autonomia e interoperabilidade
O Corpo de Fuzileiros Navais avançou na modernização do seu armamento individual com a aquisição de 120 unidades da espingarda CBC Military 3.0 RT 19" Tactical, produzida pela Companhia Brasileira de Cartuchos, a CBC.
A compra integra o esforço do Comando do Material de Fuzileiros Navais, o CMatFN, pela atualização logística e pela padronização de equipamentos usados pelas tropas anfíbias.
A escolha de um sistema nacional reforça objetivos de autonomia tecnológica e de fortalecimento da indústria de defesa, e eleva o nível de prontidão e de interoperabilidade das frações.
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Modernização e ganhos operacionais
A adoção da espingarda CBC Military 3.0 representa ganho em confiabilidade e ergonomia, elementos essenciais para cenários de emprego diversos.
O modelo pump oferece versatilidade operacional, sendo indicado para operações urbanas, patrulha em áreas ribeirinhas, missões de Garantia da Lei e da Ordem, e ações de presença em todo o território nacional.
A padronização do armamento contribui para maior integração entre frações, simplifica a manutenção e acelera o treinamento, aspectos que melhoram a prontidão das tropas.
Fortalecimento da Base Industrial de Defesa
Ao optar por um produto nacional, o CFN estimula a Base Industrial de Defesa (BID), reduzindo dependência de fornecedores estrangeiros e preservando capacidades estratégicas dentro do país.
A aquisição mantém demanda para fornecedores locais, incentiva pesquisa e inovação, e fortalece o ciclo entre necessidades operacionais e desenvolvimento tecnológico.
Esse alinhamento entre Forças e indústria ajuda a consolidar competências que são consideradas sensíveis para a soberania nacional.
Impacto econômico e desenvolvimento tecnológico
A contratação de 120 espingardas cria mercado estável, favorece investimentos, e contribui para a manutenção de empregos qualificados na cadeia produtiva da defesa.
Além disso, o fortalecimento da BID amplia a competitividade internacional e pode abrir espaço para futuras exportações de sistemas desenvolvidos no Brasil.
Ao modernizar seu armamento com equipamentos nacionais, o CFN demonstra que defesa, inovação, e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos para sustentar a autonomia do país.


