Operação liderada pelo Comando do 1º Distrito Naval utilizou protocolos internacionais de Busca e Salvamento, resultando no salvamento seguro da tripulação e na abertura de inquérito
A Marinha do Brasil coordenou o resgate de três tripulantes após o naufrágio da embarcação “Dona Selma G”, em alto-mar, cerca de 92 quilômetros do litoral de Maricá, no Rio de Janeiro.
A ação foi conduzida pelo centro Salvamar Sueste, que acionou protocolos internacionais de Busca e Salvamento, e contou com o apoio imediato de um navio mercante que transitava pela área.
Os três sobreviventes foram localizados e resgatados em condições estáveis, evidenciando a eficácia da coordenação entre meios civis e militares no Atlântico Sul, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Como ocorreu o resgate
O alerta para a emergência partiu após informação de que a embarcação estava afundando e com o motor inoperante. O Salvamar Sueste emitiu um chamado por meio do sistema internacional de comunicação marítima e alertou embarcações nas imediações.
A rápida disseminação da posição estimada permitiu que um navio mercante iniciasse manobras de busca. Um dos tripulantes foi avistado ao mar, e os outros dois foram localizados em seguida, sendo embarcados e atendidos inicialmente pela tripulação do navio de comércio.
Após o resgate, as equipes confirmaram que os três sobreviventes estavam em condições estáveis, e o caso seguiu para procedimentos de apuração administrativa.
Protocolos SAR e a importância do tempo
Ao receber a emergência, o Salvamar Sueste adotou os protocolos técnicos de Busca e Salvamento (SAR), acionando recursos e coordenando a resposta 24 horas por dia dentro de sua área de responsabilidade no Atlântico Sul.
Segundo o Capitão de Corveta Alexandre Dantas de Souza, que atuou na coordenação do SAR, “o fator tempo é decisivo em ocorrências dessa natureza. Comunicação clara, dados precisos e planejamento centralizado aumentam significativamente as chances de sobrevivência.”
A cooperação entre centros de salvamento e embarcações civis reforça a capacidade de resposta e a importância da pronta comunicação, especialmente em operações a dezenas de quilômetros da costa.
Apuração e atuação permanente do Salvamar
Encerradas as ações de resgate, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro instaurará um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do naufrágio da “Dona Selma G”.
O Salvamar Sueste integra o Serviço de Busca e Salvamento (SALVAMAR) da Marinha do Brasil e atua permanentemente na coordenação de emergências marítimas na região. Casos de naufrágio, homem ao mar ou emergências médicas a bordo podem ser comunicados pelo número 185.
Esta operação reforça o compromisso da Marinha do Brasil com a salvaguarda da vida humana no mar, por meio da integração entre forças militares e embarcações civis, garantindo resposta rápida e eficaz em situações de risco.


