sábado
13 junho

Marinha e SIATT firmam protocolo para desenvolver míssil ar-superfície nacional baseado no MANSUP, ampliando alcance aéreo, autonomia tecnológica e poder de dissuasão

Parceria vai adaptar a tecnologia do Míssil Antinavio de Superfície, MANSUP, para uma versão aérea, criando um míssil ar-superfície nacional com maior alcance operacional, autonomia e dissuasão

A Marinha do Brasil e a SIATT Engenharia, Indústria e Comércio S.A. estabeleceram um acordo para desenvolver um **míssil ar-superfície nacional** capaz de ser lançado a partir de aeronaves, aumentando a flexibilidade das operações navais.

O protocolo de intenções foi assinado em Brasília, e terá como base a tecnologia já empregada no projeto do Míssil Antinavio de Superfície, MANSUP, com adaptações para integração em vetores aéreo-navais.

O movimento busca elevar a autonomia tecnológica, reduzir dependências externas e reforçar a capacidade de resposta da Força Aeronaval em cenários de crise, com maior alcance e versatilidade de emprego.

conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil e pela SIATT

Detalhes do acordo e origem tecnológica

Segundo o documento, as organizações “firmaram, em 23 de fevereiro, protocolo de intenções” para o desenvolvimento conjunto do novo sistema. A iniciativa aproveita o conhecimento acumulado no MANSUP, visando adaptar componentes, guiagem e integração para lançamento aéreo.

Ao manter a base tecnológica nacional, a Marinha pretende consolidar uma família de armas que permita atualizações e modificações sem depender exclusivamente de fornecedores estrangeiros.

Impacto na Força Aeronaval e no emprego operacional

A incorporação de um **míssil ar-superfície nacional** às aeronaves subordinadas ao Comando da Força Aeronaval amplia o espectro de atuação da Marinha, com maior alcance e diversificação dos vetores de ataque.

O lançamento aéreo amplia o raio de ação do armamento e contribui para a doutrina de negação do mar, reforçando a proteção da Amazônia Azul e a capacidade de dissuasão em áreas estratégicas.

Base Industrial de Defesa e efeitos econômicos

A parceria com a SIATT, reconhecida como Empresa Estratégica de Defesa, reforça a importância da Base Industrial de Defesa na criação de empregos qualificados, pesquisa e inovação tecnológica.

Projetos dessa natureza tendem a gerar um ciclo virtuoso entre demandas operacionais e desenvolvimento industrial, elevando o nível de competência técnica e contribuindo para uma defesa mais autônoma.

Perspectivas e próximos passos

O protocolo marca o início de uma etapa de estudos e desenvolvimento conjunto, com foco em engenharia de integração, sistemas de guiagem e certificação para emprego aéreo.

Se bem-sucedido, o programa pode resultar em uma família de mísseis nacionais interoperáveis entre meios navais e aeronavais, ampliando a capacidade de projeção de poder e a autonomia decisória do Brasil.

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