A apreensão de cocaína no Atlântico ocorreu após troca de informações internacionais, com identificação em janeiro e interceptação em 1º de fevereiro, reforçando vigilância marítima
Uma operação de segurança marítima internacional terminou com uma apreensão de grande porte no Oceano Atlântico, envolvendo tripulantes brasileiros e uma embarcação de pesca suspeita.
Segundo as autoridades, a ação contou com monitoramento e compartilhamento de dados sobre rotas oceânicas e perfis de embarcações, o que permitiu a localização em alto-mar.
Três brasileiros foram presos e posteriormente entregues à Polícia Federal, no Porto do Mucuripe, sob suspeita de tráfico internacional de drogas., conforme informação divulgada pela Polícia Federal.
Cooperação internacional e inteligência marítima
A operação foi conduzida pela Marinha Francesa em águas externas à costa brasileira, com apoio de informações trocadas entre agências. A identificação da embarcação ocorreu ainda em janeiro, e a interceptação foi realizada em 1º de fevereiro.
O caso mostra que a apreensão de cocaína no Atlântico depende cada vez mais do intercâmbio prévio de dados operacionais, incluindo padrões de navegação e rotas suspeitas, para permitir ações em alto-mar.
Dimensão da carga e rotas do tráfico
As autoridades informaram que a embarcação transportava grande volume de entorpecente, e os números divulgados revelam a escala financeira das operações no Atlântico.
Foi registrada a apreensão de 1,3 tonelada de cocaína, carga avaliada em cerca de R$ 253 milhões. Em outro ponto das comunicações operacionais, há referência a 1.375 quilos, estimada em 41 milhões de euros, o que demonstra a variação nas estimativas ao cruzar informações entre equipes.
Prisões e desdobramentos jurídicos
Após a interceptação, os tripulantes detidos foram transferidos para a custódia da Polícia Federal no Ceará. Policiais federais embarcaram na fragata estrangeira no porto para formalizar a entrega.
Os suspeitos poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas, cuja pena pode ultrapassar 15 anos de reclusão, conforme a legislação brasileira, e a quantidade apreendida será elemento central no inquérito.
Impacto para fiscalização e próximos passos
A operação reforça a necessidade de monitoramento contínuo das águas internacionais e da atuação coordenada entre forças navais e agências de segurança pública.
Especialistas destacam que o uso crescente do Oceano Atlântico como corredor logístico, com embarcações de pesca e pequenos navios, exige modernas ferramentas de inteligência marítima e maior colaboração entre países para reduzir a circulação de cargas ilícitas.


