Parceria entre Marinha, MCTI, FINEP e BNDES usa ciência aplicada para ampliar a capacidade dos Fuzileiros Navais e aprimorar a resposta a desastres ao longo da costa
A Marinha do Brasil recebeu a ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em encontro realizado na Fortaleza de São José, com foco na integração entre ciência, tecnologia e defesa.
O objetivo é reforçar a defesa do litoral, ampliar a capacidade dissuasória e melhorar a atuação em emergências climáticas e humanitárias, combinando pesquisa, inovação e poder militar.
O encontro reuniu representantes da FINEP, do CEMADEN, do BNDES e do MCTI, formalizando uma articulação interministerial para projetos estratégicos e financiamento, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Integração estratégica entre defesa e inovação
No centro das discussões esteve o Programa Estratégico “Fuzileiros Navais da Defesa e Proteção do Litoral Brasileiro”, voltado à atuação ao longo dos 7.500 km da costa nacional, área sensível para a economia, para a segurança energética e para a estabilidade geopolítica.
A integração com programas de fomento do MCTI e da FINEP busca fortalecer a Base Industrial de Defesa, ampliar a capacidade tecnológica dos Fuzileiros Navais e promover pesquisa aplicada ao planejamento operacional.
Foi ressaltada a aderência dos projetos da Marinha a iniciativas como o Programa 12 – SOS Clima, o que amplia possibilidades de financiamento e desenvolvimento tecnológico voltado à proteção do litoral.
FRIDA e a pronta resposta a desastres ambientais
Entre os projetos debatidos, destaca-se a Força de Pronta Resposta a Desastres Ambientais (FRIDA), concebida para consolidar a capacidade dos Fuzileiros Navais em emergências climáticas e humanitárias.
A FRIDA, desenvolvida com apoio do CEMADEN e do BNDES, já foi empregada no apoio às populações atingidas por fortes chuvas no estado do Rio de Janeiro, combinando logística ágil, tecnologia e militares especializados.
A proposta apresentada prevê ampliar a eficiência da FRIDA por meio de sistemas de monitoramento, análise preditiva e inovação tecnológica, integrando ciência e operações para salvar vidas e reduzir danos.
Cultura, cooperação institucional e soberania
Além da agenda técnica, o encontro teve caráter simbólico e cultural, com apresentação das Bandas Marcial e Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais e participação do programa Forças no Esporte, PROFESP.
A cooperação entre Marinha e MCTI indica uma estratégia de Estado que combina dissuasão militar, inovação tecnológica e capacidade humanitária, reforçando que a soberania passa pelo domínio do conhecimento.
Financiamento, próximos passos e impacto prático
A presença da FINEP e do BNDES na agenda evidencia caminhos de financiamento para projetos que unem Defesa e ciência, com ênfase na Base Industrial de Defesa e em tecnologias ambientais.
O desafio será traduzir esse arranjo em equipamentos, sistemas de monitoramento e formação especializada, garantindo que a ciência aplicada chegue ao planejamento operacional e à resposta no litoral.
O diálogo formalizado amplia a capacidade do país de enfrentar ameaças tradicionais e emergentes na costa, fortalecendo a defesa do litoral por meio da inovação e da cooperação entre ministérios.


