sábado
7 março

Operação ORION 2026: Pelotão de Fuzileiros Navais embarca no Mistral para testar projeção anfíbia, integração com meios franceses e interoperabilidade com países da OTAN

Na França, Pelotão do Corpo de Fuzileiros Navais treina a partir do navio Mistral, enfrentando clima adverso e testando capacidade de projeção anfíbia e integração com a OTAN

A Operação ORION 2026 entrou em sua fase mais complexa com a presença de um Pelotão do Corpo de Fuzileiros Navais operando a partir do navio Porta-Helicópteros Anfíbio “Mistral”, da Marinha Nacional da França.

Em condições de baixas temperaturas, chuvas e terreno alagadiço, a tropa brasileira aplicou técnicas anfíbias modernas, integrando-se com meios navais e aeronavais franceses.

As ações simulam conflito de alta intensidade e buscam testar a capacidade de projeção de poder sobre terra, conforme informação divulgada pelo portal Defesa em Foco

Desembarque anfíbio e Movimento Navio-para-Terra

O ponto central da fase inicial foi o Desembarque Anfíbio, com a execução do Movimento Navio-para-Terra (MNT) no litoral francês, operação em que os Fuzileiros aplicaram procedimentos característicos de operações anfíbias modernas.

Da plataforma do Mistral, a tropa embarcada treinou coordenação de embarque e desembarque, procedimentos de movimento entre meios marítimos e terrestres e emprego de helicópteros de assalto.

Avanço em profundidade e apoio combinado

Durante a evolução para ações em terra, as forças contaram com apoio de blindados, aeronaves e drones, em exercícios que testaram a sincronização entre componentes terrestres e marítimos.

Segundo o relato das operações, “Entre os dias 15 e 17 de fevereiro, a operação evoluiu para a fase terrestre, com a conquista e consolidação de objetivos previamente estabelecidos no planejamento multinacional.”

Interoperabilidade com forças da OTAN

A Operação ORION 2026 reúne tropas de países integrantes da OTAN, como Estados Unidos, Espanha, Grécia, Itália e Reino Unido, com a França como anfitriã, ampliando a troca de procedimentos e experiência em cenários de combate convencional.

Para operar com forças de elevado grau de prontidão, os exercícios exigem precisão na comunicação, clareza nas regras de engajamento e integração logística eficiente, itens essenciais para operações combinadas em larga escala.

Caráter expedicionário e presença internacional

A atuação na França reafirma o caráter anfíbio e expedicionário do Corpo de Fuzileiros Navais, destacando a capacidade de operar em qualquer clima e terreno, inclusive sob condições ambientais adversas.

De acordo com as informações oficiais, “Desde 14 de fevereiro, a tropa brasileira participa de um exercício multinacional que simula conflito de alta intensidade e testa a capacidade de projeção de poder sobre terra.”

Com o exercício ainda em andamento e previsão de encerramento em março, os Fuzileiros Navais brasileiros permanecem integrados ao dispositivo multinacional, consolidando aprendizados e fortalecendo a projeção estratégica da Marinha do Brasil no cenário marítimo global.

Seções da operação e detalhes operacionais seguirão sendo observados enquanto a tropa participa das próximas fases do exercício.

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