Relato da travessia que partiu em abril de 2025 de Salvador, reuniu tripulação brasileiro-russa, enfrentou gelo e condições extremas, e teve apoio do Navio-Veleiro Cisne Branco na chegada ao Rio
O navegador Aleixo Belov concluiu uma rota rara e exigente pelo extremo norte da Rússia, marcando um avanço na história da navegação brasileira.
A expedição deixou Salvador em abril de 2025 a bordo do Veleiro-Escola Fraternidade, com tripulação composta por brasileiros e russos, navegando por meses em condições polares.
Em retorno ao Brasil, o reencontro com o Navio-Veleiro Cisne Branco e as recepções oficiais celebraram a conquista, conforme informação divulgada pela organização da expedição.
A travessia e os desafios do Ártico
A rota conhecida como Passagem Nordeste liga os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Ártico Siberiano, uma das mais complexas do mundo, marcada por gelo, variações meteorológicas intensas e janelas operacionais curtas.
O Veleiro-Escola Fraternidade enfrentou essas condições ao longo de meses, em uma jornada que exigiu preparo técnico, planejamento logístico e resiliência da tripulação binacional.
Apoio institucional e reencontro no litoral brasileiro
No ponto de partida, o Cisne Branco navegou ao lado do Fraternidade até a Boca da Barra, na Baía de Todos-os-Santos, em demonstração de apoio institucional da Marinha do Brasil.
Já no retorno, nas proximidades de Ilhabela, em 4 de fevereiro de 2026, o Cisne Branco reencontrou o Fraternidade e acompanhou-o até o Rio de Janeiro, onde ambas as embarcações chegaram juntas no dia 5 de fevereiro.
Confraternização, palestra e divulgação da experiência
Em 11 de fevereiro houve uma confraternização institucional a bordo do Cisne Branco, com recepção oficial de Aleixo Belov e sua tripulação, em reconhecimento ao feito alcançado.
No dia 12 de fevereiro, Belov ministrou uma palestra no Iate Clube do Rio de Janeiro, onde detalhou os desafios das águas geladas do Ártico e as complexidades logísticas enfrentadas ao longo da jornada.
Significado para a navegação brasileira
Ao completar a travessia pelo extremo norte da Rússia, a expedição ampliou a projeção internacional da navegação esportiva e científica do Brasil, e inseriu um novo capítulo na tradição náutica do país.
A conquista reforça que planejamento, preparo técnico e resiliência continuam sendo fatores decisivos para o sucesso em ambientes extremos, e consolida o Fraternidade como a primeira embarcação de bandeira das Américas a completar integralmente a rota pelo Ártico Siberiano.


