Estágio de Planejamento de Operações na Selva padronizou doutrina, logística e emprego de frações, ampliando capacidade de apoio humanitário e combate a ilícitos
Militares da 22ª Brigada de Infantaria de Selva receberam atualização em técnicas de atuação na floresta, com foco em planejamento, sobrevivência e controle de operações em ambiente hostil.
A capacitação foi conduzida por instrutores do Centro de Instrução de Guerra na Selva, com exercícios práticos e instruções para o trabalho de Estado-Maior.
Os treinamentos também visaram melhorar a integração entre comandos regionais e a eficiência em ações subsidiárias junto à população local, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Padronização técnica e preparo de Estado-Maior
Entre 23 de fevereiro e 6 de março, a formação teve como foco principal o Estágio de Planejamento de Operações na Selva (EPOS), voltado ao fortalecimento do trabalho de Estado-Maior das organizações militares da Brigada.
Foram abordados procedimentos para análise de terreno, logística em ambiente hostil, emprego de frações em combate e integração de meios de apoio, com objetivo de padronizar a doutrina operacional aplicada às missões na Amazônia.
A padronização aumenta a eficiência no planejamento e na condução das operações, reduz riscos táticos e melhora o fluxo de informações, fortalecendo a capacidade de comando e controle em cenários complexos.
Impactos sociais e atuação na fronteira Norte
O aprimoramento da preparação da Brigada Foz do Amazonas amplia a capacidade de atuação em ações subsidiárias, como apoio humanitário, proteção ambiental e operações interagências, com reflexos diretos na segurança das populações locais.
A capacitação contribui para o combate a ilícitos transfronteiriços e para a manutenção da presença do Estado em áreas remotas da Amazônia, reforçando a cooperação entre o Comando Militar do Norte e o Comando Militar da Amazônia.
Pioneirismo do modelo de treinamento
Segundo o material divulgado, “A atuação de uma Equipe Móvel de Treinamento do CIGS no Amapá foi considerada pioneira, sendo a primeira vez que esse modelo de capacitação foi empregado diretamente na área do CMN.”
Levar a formação até as unidades operacionais amplia o alcance do ensino militar e consolida o treinamento contínuo e descentralizado como elemento central da estratégia de defesa na região.
Consolidação da Força Marajoara e próximas etapas
Militares já especializados em operações na selva receberam atualização doutrinária e aprimoraram técnicas de mobilidade, sobrevivência e combate em ambiente hostil, fortalecendo a prontidão da Força Marajoara.
O modelo de capacitação móvel e a integração com o CIGS devem ser avaliados para futuras ações, com objetivo de manter a presença efetiva do Exército na fronteira Norte e garantir a soberania nacional em áreas estratégicas.
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