Cerimônia em Manaus presidida pelo General Luiz Gonzaga Viana Filho destacou legado histórico, doutrina, simbolismo do Facão do Guerreiro de Selva e a formação de especialistas do CIGS
O Exército Brasileiro realizou, em Manaus, uma solenidade que marcou mais um ano da trajetória do Centro de Instrução de Guerra na Selva, instituição reconhecida pelo preparo de tropas para operações em ambiente amazônico.
A cerimônia, presidida pelo General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia, reuniu autoridades civis e militares e reforçou a importância do centro para a defesa e para a doutrina do Exército.
Ao completar 62 anos de história, o Centro soma a formação de 7.531 guerreiros de selva, informação que ilustra décadas de atuação e ensino especializados, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Origem e primeiros passos da formação
O Centro de Instrução de Guerra na Selva foi criado em 2 de março de 1964, por meio do Decreto nº 53.649, com a missão de preparar militares para operar na selva amazônica. O primeiro comandante da organização foi o então Major de Artilharia Jorge Teixeira de Oliveira, que iniciou a estruturação da escola.
Em 1966, o CIGS promoveu o primeiro Curso de Guerra na Selva, historicamente conhecido como “66/Único”, marco inicial da formação dos guerreiros de selva do Exército Brasileiro.
Instalação em Manaus e evolução doutrinária
Em 1967, a unidade foi instalada definitivamente no bairro São Jorge, em Manaus, onde ampliou sua capacidade de adestramento e consolidou infraestrutura própria para o ensino em ambiente de floresta.
Ao longo das décadas, o CIGS desenvolveu e adaptou doutrinas específicas para operações em selva, integrando técnicas de sobrevivência, navegação terrestre e combate em ambiente restrito.
Símbolos e formação, o Facão do Guerreiro de Selva
Nos anos 2000, o Centro introduziu elementos simbólicos que reforçam os valores da formação. O Facão do Guerreiro de Selva passou a representar a rusticidade, a resistência física, o espírito de superação e a excelência operacional exigidos dos concluintes.
A formação oferecida pelo CIGS é considerada uma das mais exigentes das Forças Armadas brasileiras, e o símbolo do facão traduz a identidade e a tradição dos militares formados para atuar na Amazônia.
Referência internacional e papel estratégico
No século XXI, o CIGS ampliou sua projeção internacional ao receber militares estrangeiros e ao enviar especialistas brasileiros para atividades de cooperação, consolidando o país como referência global em treinamento de guerra na selva.
Além do caráter formador, o Centro mantém relevância estratégica para a defesa da Amazônia, contribuindo para a preservação de conhecimentos operacionais, o fortalecimento da doutrina e a integração com parceiros internacionais.
Os números, a história e os símbolos do CIGS reafirmam o papel da instituição na preparação de profissionais aptos a atuar em um dos ambientes mais complexos do planeta, com impacto direto na segurança e na soberania da região amazônica.


