Treinamento de cerca de 10 semanas no Centro de Instrução de Guerra na Selva foca sobrevivência, patrulhamento, operações ribeirinhas e cooperação entre tropas nacionais e estrangeiras
O Exército Brasileiro deu início a mais uma edição do Curso de Operações na Selva, reunindo profissionais para um dos treinamentos mais exigentes das Forças Armadas.
Ao todo, participam 83 militares, que enfrentarão rotina rígida em ambiente amazônico para desenvolver competências de combate e sobrevivência.
O objetivo é formar o Guerreiro de Selva, preparado para atuar em áreas isoladas e de difícil acesso, em missões de segurança e proteção ambiental, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
O que envolve o treinamento
O curso, conduzido pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva, submete os alunos a condições extremas para simular cenários reais de operação. Com duração de cerca de 10 semanas, a formação cobre navegação em mata fechada, técnicas de patrulhamento, sobrevivência e resistência física e psicológica.
As atividades incluem também práticas de operações ribeirinhas, essenciais para a atuação na região amazônica, e exercícios que exigem tomada de decisão sob pressão.
Participação e integração entre forças
Além de militares de diferentes comandos do Exército, como o Comando Militar da Amazônia, do Norte e do Oeste, o curso conta com integrantes da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Também há presença de representantes estrangeiros, incluindo militares do Equador e da Guiana, reforçando a cooperação internacional e a interoperacionalidade em cenários complexos.
Importância estratégica para a Amazônia
A formação de especialistas em operações na selva é vista como peça-chave para aumentar a presença do Estado em áreas remotas da Amazônia. Tropas capacitadas contribuem para ações de segurança, patrulhamento e salvaguarda ambiental.
O treinamento ajuda no combate a ameaças como tráfico de drogas, garimpo ilegal e delitos ambientais, elevando a capacidade de resposta em regiões de difícil acesso.
Impacto e próximas etapas
Ao concluir a formação, os militares estarão aptos a integrar operações conjuntas, missões de fronteira e ações de fiscalização ambiental. A integração entre órgãos e países aumenta a eficiência em operações transversais.
O curso reforça, de forma prática, a estratégia de presença e proteção da região amazônica, por meio de profissionais treinados para atuar em um dos ambientes mais desafiadores do planeta.


