No Exercício IVR 2026, forças integradas testaram operações multidomínio com coleta em tempo real, análise de inteligência e ações de guerra eletrônica e cibernética em cenários complexos
O treinamento teve foco em ampliar a capacidade de atuação conjunta entre Força Aérea, Marinha e Exército, permitindo que decisões operacionais sejam tomadas com mais rapidez e precisão.
As atividades combinaram voos tripulados, sistemas remotamente pilotados, sensores terrestres e células de inteligência, para transformar dados em conhecimento útil às missões.
O Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) 2026, realizado na Base Aérea de Santa Maria (RS), reuniu mais de 300 militares e diversos meios operacionais, simulando cenários complexos e multidomínio, conforme informação divulgada pela Força Aérea Brasileira.
Emprego de meios e integração operacional multidomínio
Durante duas semanas de atividades intensas, o exercício mobilizou aeronaves tripuladas, sistemas remotamente pilotados, sensores terrestres e equipes especializadas, permitindo a execução completa das tarefas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento.
As missões abrangeram reconhecimento aeroespacial, vigilância aérea, apoio aéreo aproximado e supressão de defesas antiaéreas, além de ações de guerra eletrônica e defesa cibernética, o que reforçou a interoperabilidade entre as Forças.
Inteligência operacional acelera o ciclo de decisão militar
Informações provenientes de sensores aeroembarcados, imagens, produtos satelitais, dados de Guerra Eletrônica e do domínio cibernético foram integradas para apoiar o planejamento e a execução das missões, aumentando a consciência situacional das tripulações e do comando.
Esse processo permite reduzir o tempo de resposta operacional, fator decisivo em cenários de crise e conflito, ao exercitar a análise e a produção de produtos de inteligência em tempo oportuno.
Ciberdefesa e desenvolvimento doutrinário fortalecem as Forças
A participação do Centro de Defesa Cibernética da Aeronáutica evidenciou a importância do ambiente digital nas operações modernas, e a integração entre ciberdefesa, inteligência e vigilância ampliou a eficácia das operações conjuntas.
O exercício foi dividido em duas fases: cenário de paz, com foco na coleta de informações e reconhecimento de áreas de interesse, e cenário de conflito, que exigiu maior coordenação entre aeronaves, sensores e tropas em solo, simulando um ambiente de combate com ameaças e defesa antiaérea.
Essa metodologia contribui para o aperfeiçoamento contínuo da doutrina militar, o fortalecimento da interoperabilidade entre as Forças e a ampliação da capacidade de resposta do Brasil diante de diferentes cenários estratégicos.
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