segunda-feira
15 junho

Exército lança EVAAT-GCN, enxame de drones e robôs autônomos para vigilância, reconhecimento e coleta de dados em rede integrada nacional

Projeto conecta plataformas aéreas e terrestres com inteligência artificial, ampliando a vigilância de fronteiras e áreas sensíveis com enxame de drones e robôs

O Exército Brasileiro apresentou no Instituto Militar de Engenharia uma nova plataforma que reúne drones e robôs terrestres para operações de reconhecimento e vigilância.

Batizado de EVAAT-GCN, o sistema integra comunicação, sensores e processamento por inteligência artificial, permitindo decisões autônomas e cooperação entre veículos.

A apresentação reuniu pesquisadores e representantes de instituições parceiras, sinalizando um avanço na inovação militar e na Base Industrial de Defesa, conforme informação divulgada pelo Instituto Militar de Engenharia, IME.

Como funciona o EVAAT-GCN e o conceito de enxame

O projeto EVAAT-GCN, que significa Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres, opera com múltiplas plataformas que trocam dados em tempo real.

Na prática, drones aéreos e robôs terrestres formam uma rede de sensores e atuadores, com comunicações seguras, o que amplia a capacidade de reconhecimento e reduz o risco para tropas humanas.

Com algoritmos que permitem decisões coordenadas, o enxame de drones e robôs identifica padrões, prioriza alvos de interesse e encaminha informações para centros de comando, usando menos tempo para produzir inteligência útil.

Cooperação científica e fortalecimento da indústria nacional

O desenvolvimento envolveu instituições como a Universidade Federal de Pernambuco, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada e o Laboratório Nacional de Computação Científica, além do IME.

A participação da Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, demonstra a articulação entre pesquisa, inovação e defesa, com o objetivo de transformar conhecimento acadêmico em sistemas aplicados.

Um dos objetivos é fortalecer a Base Industrial de Defesa brasileira, fomentando empresas nacionais para desenvolver protótipos e capacitar profissionais em robótica e ciência de dados aplicada à defesa.

Impacto operacional e aplicações previstas

O uso do enxame de drones e robôs deve ampliar a vigilância de fronteiras, o reconhecimento tático e o monitoramento de áreas estratégicas, com cobertura maior e coleta de dados mais rápida.

Sistemas autônomos e inteligência artificial são considerados hoje essenciais em cenários de guerra moderna e em missões de segurança, oferecendo suporte a decisões táticas e maior consciência situacional.

Além de missões militares, a tecnologia pode ser aplicada em operações de segurança, monitoramento ambiental e inspeção de infraestrutura, sempre com supervisão humana nas decisões críticas.

Próximos passos e desenvolvimento de protótipos

A próxima fase prevê a contratação de uma empresa nacional da Base Industrial de Defesa para desenvolver os primeiros protótipos operacionais, transformando pesquisa em equipamento aplicado.

Esse avanço busca consolidar o Brasil entre os países que adotam tecnologias emergentes de defesa, com ênfase em inteligência artificial, integração entre plataformas e autonomia colaborativa.

Com parcerias entre universidade, centros de pesquisa e instituições militares, o projeto pretende formar especialistas e acelerar a produção de tecnologia estratégica no país.

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