Visita do Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra evidencia o avanço da Fragata Tamandaré, integração com SPE Águas Azuis e participação da EMGEPRON na construção nacional
A construção da Fragata Tamandaré, primeira unidade da classe, avançou para uma etapa decisiva durante uma visita ao TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina.
O Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, acompanhou de perto o estágio de construção da embarcação identificada como Fragata “Tamandaré” (F200), que faz parte de um programa de quatro navios projetados para modernizar a Marinha do Brasil.
A comitiva integrou autoridades navais, representantes da EMGEPRON e o CEO da SPE Águas Azuis, Fernando Queiroz, e percorreu também as áreas de construção das fragatas Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202) e Mariz e Barros (F203), conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, pela SPE Águas Azuis e pela EMGEPRON.
Estágio de construção e visitas institucionais
No estaleiro, a comitiva recebeu apresentações sobre o andamento do Programa Fragatas Classe Tamandaré, e realizou inspeções nas seções em construção das unidades da classe.
O acompanhamento direto por parte do comando naval, representado pelo Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, reforça o caráter estratégico do programa e o alinhamento entre a Marinha do Brasil e os parceiros industriais envolvidos.
Tecnologia embarcada e transferência de conhecimento
A Fragata Tamandaré incorpora sensores avançados, sistemas de combate integrados, radares, sistemas de guerra eletrônica e armamentos navais, ampliando a capacidade operacional da Força.
O projeto destaca-se pelo elevado nível de transferência de tecnologia para profissionais brasileiros, permitindo que engenheiros e técnicos nacionais participem do desenvolvimento do navio, fortalecendo a Base Industrial de Defesa do país.
Impacto operacional para a Esquadra
As fragatas da classe foram projetadas com foco em missões antiaérea, antissubmarino e antissuperfície, com alto grau de automação e sistemas integrados de combate.
Essas capacidades ampliam a atuação da Marinha em patrulhamento da Amazônia Azul, proteção de rotas marítimas, cooperação internacional e missões de paz, substituindo progressivamente embarcações mais antigas da Esquadra.
Parceria entre Marinha, indústria e engenharia naval
O consórcio que executa o programa, por meio da SPE Águas Azuis, reúne empresas nacionais e internacionais, buscando integrar tecnologia moderna com a expertise local da engenharia naval.
A participação da EMGEPRON no gerenciamento é citada como fundamental para assegurar o cumprimento dos cronogramas, requisitos técnicos e metas estratégicas do Programa Fragatas Classe Tamandaré.
O avanço das obras no TKMS Estaleiro Brasil Sul, aliado à transferência tecnológica e à integração entre Força Naval e indústria, representa um investimento estratégico para a autonomia industrial e tecnológica do Brasil, e para a modernização da Marinha do Brasil.


