quarta-feira
13 maio

Guardiã do sabre de Rondon recebe visita do Exército em Uiramutã, ação da Operação Ágata Escudo reforça integração com povos indígenas na fronteira

Na faixa de fronteira de Uiramutã, a visita à guardiã do sabre de Rondon reuniu militares e comunidade, e destacou a atuação da Operação Ágata Escudo e do ReFron

A visita à senhora Avelina Melchior, de 106 anos, reforçou laços entre as forças militares e as comunidades tradicionais do extremo norte de Roraima.

A ação faz parte das atividades de reconhecimento de fronteira coordenadas pela 1ª Brigada de Infantaria de Selva, durante a Operação Ágata Escudo.

O encontro valorizou a memória histórica e a importância dos povos indígenas na defesa das fronteiras, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Operação Ágata Escudo e presença na fronteira

A passagem da tropa por Uiramutã integrou missões de reconhecimento de fronteira, conhecidas como ReFron, e contou com a atuação dos Pelotões Especiais de Fronteira, responsáveis pela vigilância territorial na Amazônia.

Essas operações têm papel estratégico no combate a ilícitos transnacionais, no monitoramento de áreas sensíveis, e no fortalecimento da presença do Estado em regiões remotas, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento regional.

O legado do Marechal Rondon e o sabre preservado

O sabre guardado por Avelina remete à passagem do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon pela região em 1927, quando indígenas auxiliaram a expedição em travessias difíceis e trilhas.

Em agradecimento, Rondon entregou seu sabre ao tuxaua local, gesto que simbolizou a relação de respeito e cooperação entre o Exército e os povos originários, e que permanece como memória regional.

Memória, soberania e preparação para 2027

A preservação desse acervo histórico ganha relevância com a aproximação das comemorações dos 100 anos da passagem de Rondon por Roraima, previstas para 2027, e lembra a importância da memória institucional na consolidação das fronteiras.

Ao manter presença constante na região, o Exército reafirma seu compromisso com a proteção da Amazônia, o apoio às populações locais, e a garantia da integridade territorial.

Integração com comunidades tradicionais

A interação com moradores de Uiramutã valorizou conhecimentos locais sobre o terreno, fortaleceu a cooperação com povos indígenas, e ressaltou a guardiã do sabre de Rondon como elo entre passado e presente.

Essa atuação integrada entre forças militares e comunidades tradicionais segue como elemento estratégico para a segurança nacional, e para o desenvolvimento sustentável do extremo norte do país.

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