domingo
14 junho

Hospital Naval Marcílio Dias integra medicina operacional com Fuzileiros Navais em atividade operativa tática de atendimento pré-hospitalar em ambiente hostil

Hospital Naval Marcílio Dias ampliou o intercâmbio com Fuzileiros Navais, treinando atendimento sob pressão, coordenação e tomada de decisão em cenário simulado de combate

O Hospital Naval Marcílio Dias enviou uma comitiva para participar de uma atividade operativa promovida pelo 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, o Batalhão ‘Paissandu’. A troca visou aproximar a prática médica da dinâmica tática, fortalecendo a integração entre saúde e tropa.

Profissionais de saúde enfrentaram estímulos sonoros, disparos de festim e granadas de efeito moral, enquanto aplicavam técnicas de atendimento pré-hospitalar em ambiente hostil, buscando alinhar procedimentos clínicos à segurança e à progressão da manobra.

O exercício também serviu para que a equipe médica compreendesse melhor as exigências físicas e psicológicas dos combatentes, com impacto direto na prontidão e na continuidade da missão, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Liderança e tomada de decisão sob estresse

A comitiva do Hospital Naval Marcílio Dias foi liderada pelo Capitão de Mar e Guerra (Médico) Hemerson dos Santos Luz, Chefe da Emergência do hospital. As atividades começaram na Pista de Liderança do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, onde médicos e enfermeiros enfrentaram desafios que exigiram coordenação e comunicação eficientes.

Os exercícios enfatizaram a necessidade de decisão rápida em condições adversas, mostrando que a eficiência do atendimento em operações depende não só do domínio clínico, mas também da compreensão do contexto tático e da dinâmica da tropa.

Medicina operativa em cenário simulado de combate

Em seguida, a comitiva percorreu a pista de assistência pré-hospitalar tática, estruturada com cenários que reproduziam condições realistas de combate. Disparos de festim, granadas de efeito moral e estímulos sonoros recriaram um ambiente de pressão.

Durante o percurso, os profissionais prestaram socorro a vítimas simuladas, aplicando técnicas de atendimento em combate, preservando a própria segurança e mantendo a progressão tática. A atividade reafirmou que o atendimento em ambiente hostil exige disciplina, consciência situacional e integração com a manobra da tropa.

O encerramento ocorreu na pista de tiro de combate do Batalhão ‘Paissandu’, ampliando a percepção dos profissionais de saúde sobre o ambiente em que os Fuzileiros Navais operam.

Integração estratégica entre hospital e força operativa

O intercâmbio buscou aproximar os setores hospitalar e operativo da Marinha do Brasil, promovendo troca de experiências e alinhamento doutrinário. Ao vivenciar as exigências impostas aos combatentes, o Hospital Naval Marcílio Dias ampliou sua capacidade de atuar em cenários complexos.

Essa preparação integrada tem impacto direto na preservação da vida e na continuidade da missão, pois um atendimento pré-hospitalar eficiente pode ser decisivo em situações reais. A iniciativa fortalece a resposta da Marinha em operações, reafirmando o compromisso com a prontidão e a segurança do efetivo.

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