Operações, exercícios integrados e atualização de planos externos fortalecem coordenação entre órgãos federais, estaduais e municipais, elevando prontidão para emergências nucleares no RJ
A Marinha do Brasil intensificou sua participação no planejamento nacional de resposta a emergências nucleares, com reuniões realizadas em Angra dos Reis e em Resende, no Rio de Janeiro.
As ações fazem parte do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON) e reuniram instituições responsáveis por detectar, monitorar e responder a incidentes envolvendo materiais nucleares.
Especialistas do Comando de Proteção e Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) e dos Comitês de Planejamento de Resposta a Emergências Nucleares (COPREN) analisaram cenários, programaram exercícios integrados e testaram procedimentos operacionais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Capacitação técnica e atuação NBQR
A participação da Força Naval ocorreu por meio do Comando de Proteção e Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) e de unidades especializadas na detecção e no monitoramento. Essas unidades executam treinamentos para aprimorar a resposta a emergências nucleares e elevar o nível de prontidão das equipes.
Durante as reuniões dos COPREN foram simulados diferentes cenários de risco, com ênfase no aperfeiçoamento de procedimentos operacionais, comunicação entre instituições e logística de intervenção.
Integração interagências e segurança da população
Os encontros reuniram representantes de órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis por áreas sensíveis, como a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, e a Fábrica de Combustível Nuclear, em Resende.
A atualização dos planos de emergência externos e dos planos de apoio institucional visa a melhorar a coordenação entre autoridades, garantir respostas mais rápidas e reduzir riscos à população e ao meio ambiente em caso de incidentes.
Importância estratégica para a defesa nacional
A atuação da Marinha no sistema de proteção está ligada ao Programa Nuclear da Marinha, cuja finalidade é dominar o ciclo do combustível nuclear e desenvolver tecnologias aplicadas à defesa, fortalecendo a soberania e a resiliência nacional.
A cooperação entre instituições civis e militares mantém os protocolos de segurança atualizados e consolida um sistema nacional preparado para responder a emergências nucleares, protegendo infraestruturas críticas e assegurando a continuidade de atividades essenciais.
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