sexta-feira
1 maio

Marinha e CBC fecham Protocolo de Intenções para testar munição nacional nos canhões SeaSnake das Fragatas Tamandaré, reforçando autonomia logística e indústria de defesa

Protocolo técnico prevê testes das munições 30×173 milímetros da CBC nos canhões SeaSnake das fragatas Tamandaré, ampliando integração entre Força Naval e indústria nacional

A Marinha do Brasil e a Companhia Brasileira de Cartuchos, CBC, anunciaram uma parceria para avaliar o emprego de munição produzida no país em sistemas navais modernos.

O acordo busca reduzir dependência externa, fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a segurança no fornecimento de armamentos em cenários de crise.

As ações previstas incluem testes de compatibilidade com equipamentos que equiparão as novas fragatas, além de cooperação técnica entre a Força e o setor industrial, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil e pela Companhia Brasileira de Cartuchos.

Cooperação técnica e objetivos

Em 3 de março, as instituições firmaram um Protocolo de Intenções que prevê cooperação técnica para avaliar o uso de munições produzidas no Brasil em sistemas navais contemporâneos, incluindo armamentos das futuras Fragatas Classe Tamandaré.

O acordo foi celebrado por intermédio da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, DSAM, e busca ampliar a integração entre a Força Naval e a Base Industrial de Defesa brasileira.

O protocolo foi assinado pelo Vice-Almirante Carlos Henrique de Lima Zampieri, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, e por Paulo Ricardo Nascimento Gomes, representante da Companhia Brasileira de Cartuchos.

Testes para as Fragatas Tamandaré

Entre as ações previstas no acordo está a avaliação da compatibilidade das munições calibre 30×173 milímetros produzidas pela CBC com os canhões SeaSnake, sistemas de artilharia que equiparão as Fragatas Classe Tamandaré, segundo a documentação divulgada.

As Fragatas Classe Tamandaré representam um dos principais projetos de modernização da Marinha, com impacto direto nas capacidades de defesa, vigilância e presença naval no Atlântico Sul.

Se os testes confirmarem desempenho e compatibilidade, o emprego de munição nacional nesses sistemas poderá significar avanço estratégico em autonomia tecnológica e operacional.

Impacto na autonomia logística e desenvolvimento

Entre os objetivos centrais da parceria está o fortalecimento da autonomia logística da Marinha do Brasil, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros para o abastecimento de munições navais.

A produção nacional permite maior segurança no fornecimento de armamentos, especialmente em cenários de crise internacional ou restrições de exportação, além de estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial do país.

Fundada há mais de 90 anos, a CBC é reconhecida como uma das principais fabricantes de munições do mundo e ocupa posição relevante na Base Industrial de Defesa brasileira.

Segundo o Vice-Almirante Zampieri, a iniciativa representa um avanço importante na integração com a indústria nacional no segmento de munições de artilharia naval, reforçando o compromisso da Força com o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

Próximos passos e expectativas

O protocolo abre caminho para uma série de avaliações técnicas, ensaios balísticos e testes de campo que irão verificar desempenho, segurança e interoperabilidade entre munição e sistema de arma.

Dependendo dos resultados, a Marinha poderá adotar soluções nacionais em larga escala para as Fragatas Tamandaré, reduzindo riscos logísticos e favorecendo fornecedores locais.

Para leitores e especialistas, a iniciativa é acompanhada como indicador da intenção brasileira de consolidar uma cadeia produtiva estratégica no setor de defesa, com ganhos industriais e de soberania.

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