Primeira turma voluntária do Serviço Militar Inicial reúne 27 mulheres entre 277 conscritos, processo seletivo rigoroso levou candidatas ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino
A Marinha do Brasil incorporou, pela primeira vez, mulheres voluntárias ao Serviço Militar Inicial, em uma cerimônia realizada no dia 2 de março de 2026, no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, no Rio de Janeiro.
A turma integra 277 conscritos, sendo 250 homens e 27 mulheres, que iniciaram um período inicial de adaptação à rotina militar antes do curso de formação.
O ingresso feminino ocorreu após um processo seletivo concorrido, e as etapas incluíram entrevistas, exames de saúde, avaliação psicológica e testes físicos, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Processo seletivo e números
Ao todo, 270 mulheres se candidataram às vagas destinadas à participação voluntária no Serviço Militar Inicial, e 27 foram selecionadas para começar a formação no CIAA.
As avaliações incluíram provas de aptidão física, com destaque para a corrida de 2.400 metros em até 18 minutos e a natação de 25 metros, além de exames médicos e testes psicológicos.
O processo foi descrito como rigoroso, com etapas pensadas para medir preparo físico, resistência e condições psíquicas, requisitos essenciais para a rotina naval.
Formação no Centro de Instrução Almirante Alexandrino
Após a incorporação, as novas recrutas passaram por uma semana de adaptação à rotina militar, etapa inicial para ambientação às normas, disciplina e organização da Marinha.
Concluída essa fase, os conscritos iniciam o curso de formação, com duração aproximada de três meses, voltado à formação militar básica, preparo físico e conhecimentos essenciais da vida naval.
Ao final do período de instrução, os participantes são formados e passam à graduação de Marinheiro-Recruta, seguindo a trajetória dentro da Força Naval.
Impacto, carreira e próximos passos
A incorporação das primeiras voluntárias ao Serviço Militar Inicial representa um avanço na abertura de oportunidades para mulheres na Marinha do Brasil, complementando caminhos já existentes por concursos para oficiais e especialistas.
Após o serviço mínimo de um ano, os militares passam à graduação de Marinheiro da Reserva de 2ª Classe (RM2), e o vínculo pode ser renovado conforme o interesse da Administração Naval e do próprio militar, podendo chegar a até oito anos no Serviço Militar Temporário.
A Marinha já planeja ampliar a iniciativa, com a previsão de uma segunda turma composta por 26 voluntárias no segundo semestre de 2026, consolidando a expansão da participação feminina na Força Naval.
Depoimento
Entre as selecionadas, a conscrita Micaela Santos da Silva, de 18 anos, natural de Belford Roxo, comemorou a conquista, dizendo, “Estar aqui é realizar um sonho muito maravilhoso. Estou sem palavras. Isso realmente me deixa muito orgulhosa de mim mesma, porque eu consegui passar.”
Para quem quiser sugerir pautas ou comunicar erros, o contato informado é o WhatsApp 21 99459-4395, conforme divulgação vinculada à incorporação.


