Foco na integração do SH-16 Seahawk às Fragatas Classe Tamandaré, com testes para estabelecer limites operacionais e ampliar a capacidade antissubmarino da Marinha
Um estágio de ambientação na aeronave SH-16 Seahawk reuniu pilotos de teste e tripulações para preparar a operação do helicóptero nas novas fragatas da Marinha.
A atividade foi conduzida pelo 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (EsqdHS-1) e contou com participação de pilotos de teste do Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV).
O treinamento, com foco na futura Campanha de Instrumentação do SH-16, ocorreu entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2026, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil
Preparação para a campanha de instrumentação do SH-16
A etapa principal do estágio foi a preparação dos pilotos de teste do IPEV para a chamada Campanha de Instrumentação da aeronave, prevista para 2026.
Essa campanha será responsável por determinar o envelope de vento do helicóptero durante operações embarcadas, avaliando limites operacionais, parâmetros de segurança e condições ideais de pouso e decolagem a bordo das Fragatas Classe Tamandaré.
Os resultados serão fundamentais para que o SH-16 Seahawk opere integrado aos novos navios, ampliando a vigilância marítima e a capacidade de guerra antissubmarino da Marinha.
Treinamento prático e simulador de voo
O estágio incluiu dois dias de adestramentos práticos voltados à familiarização com procedimentos operacionais, cumprimentos de checklists, execução de manobras básicas e exercícios de emergência.
Parte importante da rotina de preparação foi realizada no simulador de voo TOFT SH-16, que reproduz cenários complexos com alto grau de realismo e permite treinar procedimentos que serão validados durante os ensaios em voo.
A programação foi encerrada com um dia de voo real na aeronave SH-16, etapa que consolidou conhecimentos e aumentou a familiaridade dos pilotos com os parâmetros que serão avaliados na campanha de instrumentação.
Integração entre Aviação Naval e engenharia de testes
Além do adestramento operacional, o estágio promoveu intercâmbio técnico entre engenheiros do IPEV e pilotos do EsqdHS-1, um componente considerado essencial para o sucesso dos ensaios em voo.
Essa colaboração entre áreas de engenharia aeronáutica e operação militar visa assegurar que os procedimentos de teste e as medidas de segurança estejam alinhados com as necessidades embarcadas das Fragatas Tamandaré.
Impacto para a Esquadra e próximos passos
A atividade representa uma etapa decisiva para a integração do SH-16 Seahawk às novas fragatas, contribuindo para a modernização da Esquadra brasileira e para o fortalecimento da Aviação Naval.
Com os dados da Campanha de Instrumentação, prevista para este ano, a Marinha terá subsídios técnicos para autorizar operações embarcadas seguras e eficientes, e assim ampliar as capacidades de vigilância e de combate antissubmarino.
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