quinta-feira
12 março

Marinha realiza exercício nuclear em Aramar para reforçar resposta a emergências, simulando ruptura de UF6, evacuação por ‘Emergência de Área’ e monitoramento com SIS-CARE

Exercício nuclear em Aramar testou protocolos NBQR, atuação do Batalhão de Defesa NBQR de Aramar, integração do CINA e LEI e comando remoto pelo Centro CARE

Um treinamento de grande porte foi realizado no Centro Experimental de Aramar para aprimorar a capacidade de resposta da Marinha a incidentes nucleares e radiológicos.

A atividade simulou cenários críticos, com evacuação e acionamento de equipes especializadas, e incluiu a participação de estruturas ligadas ao Programa Nuclear da Marinha.

Os procedimentos serviram para validar protocolos operacionais e verificar sistemas de monitoramento em tempo real, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Simulação e protocolos NBQR

O exercício reproduziu a ruptura de uma tubulação de hexafluoreto de urânio (UF6), classificada como Emergência de Área, situação que exigiu a evacuação imediata das instalações e a mobilização de equipes NBQR.

Durante a simulação foram executados procedimentos de contenção, isolamento e descontaminação, conduzidos pelo Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica de Aramar, com foco em proteger pessoas e preservar instalações.

Integração entre setores estratégicos

A participação do Centro Industrial Nuclear de Aramar, do Laboratório de Enriquecimento Isotópico e de áreas como Comunicação Social, Inteligência, Saúde e Operações Navais reforçou a atuação integrada.

A presença do Vice-Almirante (Ref.) Reis Leite, novo superintendente de operações da SecNSNQ, evidenciou a relevância institucional do exercício nuclear em Aramar no calendário operacional de 2026.

Monitoramento em tempo real e coordenação

O acompanhamento remoto ocorreu a partir do Centro de Acompanhamento de Resposta a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), instalado na SecNSNQ, permitindo visão integrada do cenário simulado.

Por meio do Sistema SIS-CARE foi possível monitorar o exercício em tempo real, avaliar a evolução do cenário e coordenar ações entre as equipes, aumentando a efetividade da resposta.

Impacto na prontidão e segurança

O treinamento teve como finalidade validar protocolos, testar a eficiência dos sistemas de resposta e aprimorar a atuação em incidentes nucleares ou radiológicos.

Esse tipo de capacitação é considerado fundamental para garantir a segurança das instalações, proteger os efetivos e fortalecer a confiabilidade do Programa Nuclear da Marinha e da capacidade de resposta a emergências NBQR.

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