Com o porta-aviões USS Nimitz como plataforma central, Southern Seas 2026 reúne Brasil e nove nações em treinos para elevar interoperabilidade, cooperação e segurança marítima
O envio do porta-aviões USS Nimitz para exercícios com o Brasil e outros países da América Latina marca uma etapa importante na presença naval dos Estados Unidos na região.
A operação integra a manobra multinacional Southern Seas 2026, com escalas e atividades planejadas para fortalecer a cooperação entre marinhas latino-americanas.
As informações sobre a missão e a lista de países participantes foram divulgadas pela US Navy, conforme informação divulgada pela US Navy.
O alcance da operação e países envolvidos
A força-tarefa inclui, além do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, evidenciando o caráter multinacional da ação.
O conjunto de navios tem previsão de escalas em portos estratégicos, incluindo paradas programadas no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica, para treinamentos e intercâmbio técnico.
Treinamento prático a bordo e intercâmbio técnico
Militares dos países participantes terão acesso a treinamentos práticos e à observação do funcionamento de um porta-aviões, plataforma complexa do poder naval moderno.
Durante as operações, a presença do destróier USS Gridley reforça a capacidade operacional da força-tarefa, ampliando as oportunidades de treinamentos combinados e de desenvolvimento doutrinário.
Focos de segurança, combate ao crime e diplomacia naval
A iniciativa concentra-se em temas de segurança marítima, entre eles combate ao narcotráfico, crimes transnacionais e proteção de rotas comerciais estratégicas.
Segundo o contra-almirante Carlos Sardiello, a iniciativa contribui para a “construção de confiança”, destacando o papel do treino conjunto na coordenação entre forças navais.
Significado geopolítico e próximos passos
O emprego do porta-aviões USS Nimitz nesta operação reflete a estratégia dos Estados Unidos de intensificar sua atuação na América Latina, com foco em projeção naval e cooperação regional.
Além do aspecto prático dos exercícios, a participação do Nimitz em sua missão final antes da desativação confere um caráter simbólico à operação, reforçando interesse estratégico e diplomático na região.


