sábado
16 maio

Exército, Marinha e FAB realizam primeira guerra integrada com F-39 Gripen em Anápolis no EXCON Escudo-Tínia, teste decisivo de interoperabilidade e guerra em rede

Exercício no Centro-Oeste, entre 11 e 29 de maio, reúne Gripen, KC-390, E-99 e Super Tucano para validar integração de sensores, comando e logística em cenários complexos

O EXCON Escudo-Tínia, realizado entre os dias 11 e 29 de maio na Base Aérea de Anápolis, marcou uma mudança na preparação conjunta das Forças Armadas brasileiras.

Além de deslocar o treinamento para o Centro-Oeste, o exercício contou, pela primeira vez, com a participação do caça F-39 Gripen em operações integradas com Exército e Marinha.

O objetivo central foi testar a interoperabilidade entre plataformas, sensores e comandos operacionais, em um cenário que simula desafios próximos aos de uma operação real, conforme informações divulgadas pelo Defesa em Foco.

Interoperabilidade, guerra em rede e mudança doutrinária

A ênfase do treinamento está em operar em rede, ou seja, integrar sensores, meios de combate, logística, comando e controle e fluxo de informações para respostas coordenadas.

Conflitos modernos dependem menos do desempenho isolado de uma plataforma e mais da capacidade de integração, por isso o exercício visou validar processos e comunicações entre os três poderes da força, com foco em ações multidomínio.

O papel do Gripen no exercício

A presença do Gripen no EXCON não foi apenas simbólica, ela foi doutrinária, pois o vetor foi concebido para operar em ambientes conectados, com alta integração de sensores e consciência situacional.

Ao emparelhar o Gripen com outras aeronaves e sistemas, as Forças puderam testar como capacidades de nova geração podem ser incorporadas ao emprego conjunto, avaliando rotinas de troca de dados, identificação de alvos e coordenação de apoio aéreo.

Plataformas envolvidas e objetivos práticos

O exercício reuniu plataformas como Gripen, KC-390 Millennium, E-99, A-29 Super Tucano, F-5M e C-105 Amazonas, além de sistemas de defesa antiaérea, comunicações, saúde operacional e ciberdefesa.

As atividades abrangeram apoio aéreo, infiltração, reconhecimento, transporte, evacuação aeromédica e defesa de pontos sensíveis, tratadas como componentes interdependentes de uma arquitetura operacional integrada.

Resultados esperados e importância estratégica de Anápolis

Mais que um adestramento, o EXCON foi uma avaliação de capacidade, permitindo identificar gargalos, ajustar protocolos e aperfeiçoar a interoperabilidade antes de empregar essas rotinas em operações reais.

A escolha da Base Aérea de Anápolis reforça a intenção de diversificar cenários de treino e usar um polo operacional da aviação de combate para testar emprego integrado em condições mais próximas da realidade.

No conjunto, o exercício indica que a evolução das Forças Armadas brasileiras passa por maior integração, conectividade e atuação multidomínio, e que a modernização precisa ser acompanhada pela adaptação doutrinária para tirar pleno proveito de meios como o Gripen.

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