ONU reforça apelo por ação coordenada para eliminar minas terrestres, destacando que o aumento de conflitos e investimentos militares amplia a ameaça e trava a recuperação
A presença de minas e artefatos explosivos segue deixando cidades e campos inseguros, anos após o fim de combates, forçando famílias a conviver com risco constante.
Equipes humanitárias e missões de paz dependem da desminagem para operar, ao mesmo tempo que comunidades perdem acesso à terra cultivável e à mobilidade, comprometendo a reconstrução.
O secretário-geral António Guterres alertou que essas ameaças exigem uma resposta global coordenada, com mais financiamento e cooperação técnica para acelerar a remoção de minas.
conforme informação divulgada pela ONU.
A ameaça persistente das minas
As minas terrestres permanecem como um dos maiores desafios humanitários globais, afetando mais de 60 países e territórios.
Segundo a ONU, essas armas continuam a representar uma ameaça mortal em mais de 60 países, afetando principalmente civis mesmo após o fim dos conflitos.
O impacto é duradouro, porque campos minados impedem o retorno seguro de populações, limitam a agricultura e aumentam custos e prazos na reconstrução.
Atuação da ONU e missões de paz
O Serviço de Ação contra Minas da ONU desempenha papel central na mitigação desses riscos, atuando na remoção de minas, na educação de comunidades e no apoio às vítimas.
Essas operações de desminagem permitem que forças de paz e agências humanitárias entrem em áreas afetadas, entreguem assistência e contribuam para restabelecer serviços essenciais.
Especialistas pedem mais recursos e acesso sustentado aos locais contaminados, porque o trabalho é técnico, lento e exige equipamentos e pessoal qualificado.
Impacto humanitário e necessidade de cooperação
A presença de minas impede o desenvolvimento de comunidades inteiras, limita o acesso à terra, à agricultura e à mobilidade, e aumenta o sofrimento de civis, incluindo mulheres, crianças e deslocados.
A campanha internacional ressalta que a eliminação das minas é essencial para garantir segurança, dignidade e esperança às populações afetadas, por isso a ONU conclama governos, doadores e sociedade civil a se mobilizarem.
Sem uma resposta coordenada, o risco de novos acidentes e o bloqueio ao desenvolvimento persistirão, tornando a agenda de desminagem uma prioridade humanitária e de segurança global.


