Na TKMS Estaleiro Brasil Sul, o Contra-Almirante José Carlos de Souza Junior acompanhou testes de porto, montagem de blocos e instalação de sistemas nas Fragatas Tamandaré
O Comandante do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, Contra-Almirante José Carlos de Souza Junior, realizou uma visita técnica às instalações da TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, para acompanhar o desenvolvimento do Programa Fragatas Classe Tamandaré, PFCT.
A agenda incluiu apresentações sobre o estágio de construção das embarcações, além de inspeção dos processos industriais, desde o corte das chapas metálicas até a montagem estrutural dos blocos que formam os navios.
Os detalhes da visita e o acompanhamento das etapas do programa foram informados pelo Defesa em Foco, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Visita técnica e processos industriais
Durante a passagem pelo estaleiro, o Contra-Almirante acompanhou apresentações técnicas que explicaram a sequência de fabricação e a logística de integração dos sistemas embarcados. O roteiro permitiu verificar a complexidade do processo de produção naval militar moderno.
A inspeção cobriu a área de corte e conformação das chapas, a montagem dos blocos e os procedimentos de integração dos equipamentos, etapas que demandam alta precisão e mão de obra especializada. A atuação da TKMS Estaleiro Brasil Sul em Itajaí reforça a capacidade industrial local.
Estado das embarcações em construção
O acompanhamento incluiu a situação operacional das embarcações em diferentes fases do PFCT. A fragata Jerônimo de Albuquerque segue em fase de testes de porto, etapa essencial para validar sistemas e desempenho em ambiente controlado.
A Fragata Cunha Moreira, identificada como F202, está em processo de instalação de equipamentos e sistemas de bordo, passo que antecede as provas de mar e a certificação operacional. Essas fases são fundamentais para a preparação das futuras operações navais.
Tecnologia embarcada, emprego e impacto industrial
O Programa Fragatas Tamandaré é apresentado como um salto tecnológico para a Marinha, ao incorporar sistemas de combate modernos, sensores avançados, capacidades de guerra eletrônica e elevado grau de automação.
Além do ganho operacional, o projeto estimula a geração de empregos qualificados e fortalece a cadeia produtiva da indústria naval, envolvendo engenharia, metalurgia e eletrônica. A transferência de tecnologia gera know how local e reduz dependências externas em sistemas estratégicos.
A continuidade do PFCT também contribui para a formação técnica de profissionais militares e civis, ampliando a qualificação no setor e fortalecendo a Base Industrial de Defesa nacional.
Significado estratégico para soberania e presença naval
Em um cenário geopolítico de crescente importância dos oceanos, as fragatas terão papel central em defesa naval, patrulhamento do espaço marítimo e proteção de infraestruturas estratégicas, incluindo a chamada Amazônia Azul.
A incorporação de novos meios de superfície amplia a capacidade operacional da Esquadra, reforça a presença do País no Atlântico Sul e contribui para a projeção estratégica brasileira, com implicações diretas em segurança, comércio e política externa.
A visita do Comandante do CIAA às instalações da TKMS EBS reforçou o acompanhamento institucional da Marinha sobre um dos principais programas navais do País, ao mesmo tempo em que evidenciou os desafios industriais e a importância da modernização tecnológica para a defesa marítima.


