sábado
27 junho

Exército e CTEx lançam fibra de carbono a partir de piche de petróleo, inovação inédita com apoio da Petrobras, FNDCT e FINEP para fortalecer a Defesa nacional

Produção de fibra de carbono a partir de subproduto do refino promete escala industrial, redução de custos, maior mobilidade dos equipamentos e ganho tecnológico para a Defesa e a indústria

O Centro Tecnológico do Exército, CTEx, avança no desenvolvimento de uma nova fibra de carbono produzida a partir de piche de petróleo, um subproduto do refino que pode agregar valor à cadeia petrolífera.

A tecnologia, que combina leveza e alta resistência, tem potencial para uso em equipamentos individuais, veículos militares e sistemas complexos, melhorando mobilidade e eficiência operacional.

O projeto conta com apoio financeiro e institucional do FNDCT, da Petrobras e da FINEP, ampliando a possibilidade de produção em escala industrial, conforme informação divulgada pelo Centro Tecnológico do Exército, CTEx.

Tecnologia e características do material

A nova fibra de carbono desenvolvida a partir do piche de petróleo apresenta alta resistência mecânica, baixo peso e capacidade de dissipação térmica, características essenciais para aplicações de alto desempenho.

Ao usar um subproduto do refino como matéria-prima, a técnica pode reduzir custos em comparação com métodos convencionais que dependem de polímeros sintéticos, tornando a fibra de carbono mais acessível para diversos setores.

Escala industrial e impacto econômico

Um dos diferenciais do projeto é a perspectiva de produção em larga escala, o que pode viabilizar preços menores e maior oferta no mercado nacional, fortalecendo a cadeia produtiva local.

Além do setor de Defesa, a produção nacional de fibra de carbono pode beneficiar a indústria aeronáutica, automotiva, de energia e da construção, gerando empregos qualificados e estimulando pesquisa e desenvolvimento.

Aplicações estratégicas na Defesa

Para as Forças Armadas, a nova fibra de carbono pode significar ganhos diretos em desempenho e autonomia, com componentes mais leves e resistentes para veículos e equipamentos, reduzindo dependência de fornecedores estrangeiros.

O desenvolvimento doméstico do material contribui para a consolidação da Base Industrial de Defesa, diminuindo vulnerabilidades externas e aumentando a soberania tecnológica do país.

Autonomia tecnológica e próximos passos

Com o apoio do FNDCT, da Petrobras e da FINEP, o projeto do CTEx busca não só provar a viabilidade técnica, como também criar condições para transferência de tecnologia e produção nacional.

Se houver sucesso na industrialização, a fibra de carbono a partir de piche de petróleo pode posicionar o Brasil como polo de inovação em materiais avançados, ampliando competitividade e segurança econômica.

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