Projeto Rede Quandanga do IME reúne QKD, Criptografia Pós-Quântica e soluções FSO para criar infraestrutura experimental de comunicação quântica segura, com testes em fibra e transmissões com chaves quânticas
O Instituto Militar de Engenharia, IME, apresentou avanços de um projeto que busca proteger comunicações estratégicas por meio de tecnologia quântica.
Em reunião com a Anatel, a equipe informou testes que combinam Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e Criptografia Pós-Quântica (PQC), além do uso de FSO, Free Space Optics.
Os dados e nomes das autoridades envolvidos foram detalhados na apresentação, apontando esforço para ampliar a soberania tecnológica brasileira, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
O que é o Projeto Rede Quandanga
O Projeto Rede Quandanga é uma iniciativa do IME voltada à pesquisa, testes e demonstrações de comunicação segura baseada em princípios da mecânica quântica.
O objetivo é criar uma infraestrutura experimental permanente para avaliar aplicações de comunicação quântica em cenários reais, e integrar essas soluções a sistemas nacionais de criptografia.
No encontro com a Anatel, o IME detalhou componentes do projeto, destacando a combinação de QKD com PQC como estratégia para mitigar riscos da futura computação quântica.
Avanços técnicos e testes realizados
Segundo o IME, já foram instalados sistemas de QKD e implementado um laboratório com 40 quilômetros de fibra óptica, onde foram realizadas transmissões de mensagens criptografadas usando chaves quânticas.
O projeto também explora tecnologia FSO, citada como Free Space Optics, para permitir transmissão segura sem cabeamento físico convencional, ampliando possibilidades de uso em ambientes sensíveis.
Esses testes demonstram aplicações práticas da comunicação quântica, com foco em proteger informações estratégicas contra tentativas de interceptação e ataques cibernéticos avançados.
Impacto para segurança nacional e soberania
Os responsáveis pelo projeto argumentam que a evolução da computação quântica pode tornar obsoletos métodos atuais de criptografia, gerando riscos para governos, bancos e infraestruturas críticas.
Nesse contexto, a adoção de comunicação quântica e criptografia pós-quântica é vista como medida preventiva para reduzir dependências externas e aumentar a autonomia tecnológica do Brasil.
A reunião contou com a presença do comandante do IME, General de Divisão Juraci Ferreira Galdino, e do pesquisador Tenente-Coronel Vítor Gouvêa Andrezo Carneiro, além de representantes da Anatel ligados a controle de obrigações, qualidade e telecomunicações estratégicas.
Próximos passos e desafios
Especialistas avaliam que o Projeto Rede Quandanga pode estimular pesquisa científica, formação de especialistas e desenvolvimento industrial em áreas de alta tecnologia.
O IME pretende avançar na integração das soluções quânticas com sistemas nacionais de criptografia e ampliar demonstrações operacionais em diferentes redes e cenários críticos.
Analistas de Defesa e segurança digital consideram o passo relevante para preparar o país para a era pós-quântica, em um ambiente internacional marcado por competição tecnológica e ameaças cibernéticas crescentes.


