sábado
16 maio

Marinha coordena Operação ACRUX XII, maior exercício ribeirinho da América Latina, reunindo mais de 700 militares de cinco países em 60 km do Rio Paraguai

Operação ACRUX XII reúne Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para testar interoperabilidade, patrulhamento, desembarques e uso de drones com sensores infravermelhos na hidrovia

A Marinha do Brasil liderou a maior operação ribeirinha combinada da América Latina, com foco na segurança da hidrovia Paraguai-Paraná e na capacidade de atuação conjunta em ambiente pantaneiro.

O exercício mobilizou uma força multinacional em ações de patrulhamento, controle de tráfego fluvial e simulações de combate, incluindo desembarques e assaltos ribeirinhos coordenados entre meios navais e tropas de fuzileiros.

Detalhes como o emprego de drones e a visitação pública evidenciam o caráter técnico e social da operação, e reforçam o intercâmbio entre as marinhas participantes, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Força empregada e cronograma

A Operação ACRUX XII ocorreu entre os dias 20 e 25 de abril, em um trecho de 60 km do Rio Paraguai, e reuniu mais de 700 militares de cinco países, com participação do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

As atividades incluíram patrulhamento fluvial, proteção de força-tarefa e controle de tráfego, missões pensadas para ajustar procedimentos e melhorar a resposta coordenada em cenários reais.

Exercícios em terra e no rio

Um dos momentos de maior intensidade foi o exercício de desembarque e assalto ribeirinho, com múltiplas embarcações e emprego de tropas de Fuzileiros Navais, que avançaram em terra para retomar áreas com inimigo simulado.

Essas operações demonstraram a capacidade de atuação integrada entre meios navais e forças terrestres, e serviram para aprimorar doutrinas e técnicas compartilhadas entre as nações participantes.

Tecnologia e vigilância

O uso de drones com sensores infravermelhos foi destacado como diferencial técnico, ampliando a vigilância noturna e a consciência situacional das forças no ambiente ribeirinho.

Essas tecnologias representam a modernização das operações, contribuindo para a segurança da hidrovia e para a eficiência das ações de patrulhamento e controle.

Impacto regional e próximas edições

A participação de cinco países reforça a cooperação militar para a estabilidade regional e a proteção do corredor logístico, essencial para o escoamento de produtos e o comércio internacional.

A Operação ACRUX, realizada desde 2001 em caráter bienal, consolidou-se como referência, e ao final da edição foi assinada uma ata de acordo entre os participantes, com diretrizes para a próxima edição, prevista para 2028, no Paraguai.

A iniciativa também teve impacto social, com a visitação pública de navios militares, que atraiu mais de 800 pessoas, aproximando a população das Forças Armadas e ampliando a transparência institucional.

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