Operação ACRUX XII reúne Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para testar interoperabilidade, patrulhamento, desembarques e uso de drones com sensores infravermelhos na hidrovia
A Marinha do Brasil liderou a maior operação ribeirinha combinada da América Latina, com foco na segurança da hidrovia Paraguai-Paraná e na capacidade de atuação conjunta em ambiente pantaneiro.
O exercício mobilizou uma força multinacional em ações de patrulhamento, controle de tráfego fluvial e simulações de combate, incluindo desembarques e assaltos ribeirinhos coordenados entre meios navais e tropas de fuzileiros.
Detalhes como o emprego de drones e a visitação pública evidenciam o caráter técnico e social da operação, e reforçam o intercâmbio entre as marinhas participantes, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Força empregada e cronograma
A Operação ACRUX XII ocorreu entre os dias 20 e 25 de abril, em um trecho de 60 km do Rio Paraguai, e reuniu mais de 700 militares de cinco países, com participação do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
As atividades incluíram patrulhamento fluvial, proteção de força-tarefa e controle de tráfego, missões pensadas para ajustar procedimentos e melhorar a resposta coordenada em cenários reais.
Exercícios em terra e no rio
Um dos momentos de maior intensidade foi o exercício de desembarque e assalto ribeirinho, com múltiplas embarcações e emprego de tropas de Fuzileiros Navais, que avançaram em terra para retomar áreas com inimigo simulado.
Essas operações demonstraram a capacidade de atuação integrada entre meios navais e forças terrestres, e serviram para aprimorar doutrinas e técnicas compartilhadas entre as nações participantes.
Tecnologia e vigilância
O uso de drones com sensores infravermelhos foi destacado como diferencial técnico, ampliando a vigilância noturna e a consciência situacional das forças no ambiente ribeirinho.
Essas tecnologias representam a modernização das operações, contribuindo para a segurança da hidrovia e para a eficiência das ações de patrulhamento e controle.
Impacto regional e próximas edições
A participação de cinco países reforça a cooperação militar para a estabilidade regional e a proteção do corredor logístico, essencial para o escoamento de produtos e o comércio internacional.
A Operação ACRUX, realizada desde 2001 em caráter bienal, consolidou-se como referência, e ao final da edição foi assinada uma ata de acordo entre os participantes, com diretrizes para a próxima edição, prevista para 2028, no Paraguai.
A iniciativa também teve impacto social, com a visitação pública de navios militares, que atraiu mais de 800 pessoas, aproximando a população das Forças Armadas e ampliando a transparência institucional.


