terça-feira
9 junho

Mulheres na Força de Reação Rápida, Marinha inclui mulheres nos Fuzileiros Navais em exercício para manter Nível 3 da ONU e ampliar capacidade em missões de paz

Inclusão de mulheres na Força de Reação Rápida dos Fuzileiros Navais reforça preparo para inspeção da ONU, com tecnologias como robôs, RPAs e desativação de artefatos

A Marinha do Brasil incluiu, pela primeira vez, mulheres em um exercício da Força de Reação Rápida do Corpo de Fuzileiros Navais, realizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

A atividade integrou a preparação para a inspeção da ONU que vai avaliar a manutenção do Nível 3 do Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz, o mais alto grau de prontificação para tropas destinadas a missões internacionais.

Conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Inclusão feminina fortalece capacidade operacional

Segundo a Marinha do Brasil, a presença feminina amplia a capacidade operacional das tropas em missões de paz, especialmente em atividades que exigem contato direto com populações vulneráveis, comunidades locais e grupos afetados por conflitos ou crises humanitárias.

A participação de mulheres no exercício marca um avanço histórico para os Fuzileiros Navais e reflete tendência observada em outras forças militares, com impactos diretos na interação com civis, proteção de vulneráveis e eficácia das ações humanitárias.

Preparação para manter o Nível 3 do UNPCRS

Desde a implementação do sistema de prontidão da ONU, em 2015, o Corpo de Fuzileiros Navais tornou-se a primeira Força Singular brasileira a atingir esse nível de certificação, segundo a Marinha.

Manter a certificação exige demonstração de excelência em treinamento, logística, comando e controle, capacidade de mobilização e emprego de equipamentos modernos, além de atuação em cenários complexos sob elevado grau de exigência operacional.

Tecnologia empregada nos exercícios

Durante as demonstrações, equipamentos modernos foram exibidos para reforçar a segurança e a eficiência das operações, com destaque para sistemas integrados de transporte de pessoal e materiais.

O comandante da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, Fernando Lima, destacou recursos como aeronaves remotamente pilotadas para reconhecimento, robôs para manipulação de objetos suspeitos e cães farejadores, elementos que ampliam a proteção dos militares e da população em áreas urbanas.

Implicações internacionais e continuidade

A revalidação do Nível 3 do UNPCRS consolida o Brasil entre os poucos países capazes de disponibilizar contingentes de alta prontidão para missões de paz, estabilização e resposta a crises sob a bandeira das Nações Unidas.

Se a certificação for mantida, a Marinha seguirá apta a participar rapidamente de operações internacionais, com forças cada vez mais integradas, tecnológicas e diversificadas, incluindo a presença ampliada de mulheres nas equipes de alta prontidão.

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