Ação conjunta do Comando Operacional Catrimani II e da Casa de Governo de Roraima desarticulou estrutura logística do garimpo ilegal Yanomami e reforçou proteção às comunidades
A Operação Catrimani II destruiu uma embarcação usada no apoio ao garimpo ilegal, em ações realizadas na região do Alto Uraricoera, na terra indígena Yanomami, em Roraima.
As equipes realizaram patrulhamento fluvial e vasculhamento em áreas de difícil acesso, percorrendo mais de 100 quilômetros de rios e igarapés utilizados como rotas logísticas pelos garimpeiros.
O objetivo central foi desarticular estruturas de apoio ao garimpo ilegal Yanomami e ampliar a presença do Estado em áreas sensíveis da Amazônia.
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Destruição da embarcação e apreensões
Durante as operações, foi confirmada a destruição de uma embarcação empregada no garimpo, além da apreensão de diversos materiais usados na atividade clandestina, incluindo balsa, galões de combustível, roupas de mergulho, compressor de ar, motores de embarcação, equipamentos de sucção, draga e bateias.
Esses itens integravam a logística que permitia a extração e o transporte de ouro e diamantes em áreas isoladas, facilitando a permanência dos garimpeiros na terra indígena Yanomami.
Patrulhamento fluvial como ferramenta estratégica
O patrulhamento fluvial foi peça central na ação, porque rios e igarapés funcionam como corredores para deslocamento de pessoas, combustíveis e equipamentos, o que torna a navegação e a fiscalização essenciais para interromper a cadeia operacional do garimpo ilegal Yanomami.
A operação exigiu deslocamentos em selva fechada e alta capacidade de navegação fluvial, com coordenação entre militares e órgãos de fiscalização ambiental e segurança pública.
Impacto social e ambiental na terra Yanomami
O combate ao garimpo ilegal Yanomami tem forte impacto social e ambiental, pois a exploração clandestina está associada ao aumento da violência, contaminação ambiental, degradação dos rios e disseminação de doenças em comunidades isoladas.
Interromper as atividades ilegais reduz a pressão sobre os recursos naturais, contribui para a preservação das áreas protegidas e amplia a sensação de segurança entre as comunidades indígenas da região.
Coordenação institucional e importância estratégica
A operação foi coordenada pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II em conjunto com a Casa de Governo no Estado de Roraima, reforçando a cooperação entre Forças Armadas, agências ambientais e órgãos de segurança pública.
Operações integradas como a Catrimani II ampliam a capacidade de monitoramento territorial e fortalecem o controle de áreas remotas, contribuindo para a soberania nacional e a proteção da Amazônia diante dos ilícitos transfronteiriços.
Ao destruir estruturas e apreender equipamentos utilizados no garimpo, as forças reafirmam o compromisso com a proteção ambiental e os direitos das populações indígenas afetadas pelo avanço da atividade ilegal.


