sábado
16 maio

Operação Jeanne d’Arc 2026: Brasil e França mobilizam cerca de 1.700 militares em exercício naval complexo no litoral do Rio de Janeiro

Operação Jeanne d’Arc 2026 reuniu uma ampla gama de meios e tropas no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia, com foco em coordenação entre marinha, aeronáutica e forças terrestres

Uma operação conjunta entre Brasil e França levou ao litoral do estado do Rio de Janeiro um dos exercícios mais complexos do calendário bilateral, com ações coordenadas entre marinha, aeronaves e tropas anfíbias.

As atividades incluíram treinamentos de tiro, sobrevivência e, principalmente, um desembarque anfíbio simulado, concebido para testar a capacidade de assalto a um litoral hostil.

No total foram mobilizados, segundo a organização do exercício, cerca de 1.700 militares e uma variedade de navios, helicópteros e blindados, todos atuando de forma integrada.

conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Meios e equipamentos envolvidos

O exercício contou com unidades brasileiras como o NDCC “Almirante Saboia”, a Fragata “Defensora” e o Submarino “Humaitá”, apoiados por helicópteros Seahawk, Super Lynx e Esquilo, além de Carros Lagarta Anfíbio, os CLAnf.

Do lado francês, foram empregados o porta-helicópteros anfíbio Dixmude, a fragata Aconit, navios de apoio, helicópteros e blindados modernos, ampliando a interoperabilidade entre as marinhas.

Desembarque anfíbio e treinamentos executados

Durante a etapa de assalto, as tropas executaram um desembarque anfíbio em modalidade de assalto, com foco em coordenação entre meios navais, aéreos e terrestres, simulação de conquista de litoral hostil e controle da área.

Além do desembarque, foram realizados treinamentos conjuntos de tiro de artilharia, tiro de precisão e sobrevivência, buscando padronizar procedimentos e elevar o nível de prontidão das unidades envolvidas.

Integração operacional e objetivos estratégicos

A Operação Jeanne d’Arc 2026 visa reforçar a interoperabilidade entre as forças, consolidar padrões operacionais comuns e demonstrar capacidade de projeção de poder a partir do mar, conceito central para operações modernas.

O exercício também serve para testar logística, comando conjunto e a troca de experiências entre as marinhas, fortalecendo o compromisso das duas nações com a segurança marítima e a estabilidade regional.

Impacto, lições e próximos passos

As atividades no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia, no município de Mangaratiba, reforçam o preparo das tropas para cenários reais, com aprendizado nas áreas de coordenação, sincronização e planejamento conjunto.

Com a conclusão das fases previstas, o foco passa a ser a consolidação das lições aprendidas, a manutenção da padronização entre procedimentos e a continuidade da cooperação em futuras edições da Operação Jeanne d’Arc 2026.

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