terça-feira
9 junho

SMRs e microrreatores no Brasil, como AMAZUL e o LABGENE impulsionam reatores modulares, energia limpa, regulação e soberania tecnológica

Avanço dos SMRs e microrreatores envolve Programa Nuclear da Marinha, LABGENE e debates sobre regulação, infraestrutura e aplicações em áreas isoladas

No Seminário Internacional de Energia Nuclear, realizado no Rio de Janeiro, a presença da AMAZUL colocou em destaque o desenvolvimento dos SMRs e microrreatores no Brasil.

No dia 28 de maio, a AMAZUL participou do painel “SMRs e Microrreatores – Desafios e oportunidades da tecnologia no Brasil”, onde especialistas discutiram desafios regulatórios, tecnológicos e de infraestrutura para viabilizar esses reatores modulares em território nacional.

O debate também tratou do papel do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE) como ativo estratégico para aplicar conhecimento do Programa Nuclear da Marinha em futuras soluções de geração, e das possíveis aplicações em regiões isoladas, bases militares e polos industriais remotos.

conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

O que são SMRs e por que o Brasil acompanha essa tendência?

Os SMRs e microrreatores são reatores nucleares de nova geração, projetados para oferecer maior flexibilidade operacional e implantação modular, com potencial de custos reduzidos e prazos menores em comparação aos reatores convencionais.

Uma das principais vantagens é a construção modular, com componentes fabricados em ambiente industrial e transportados ao local de instalação, reduzindo prazos e aumentando a padronização dos sistemas de segurança.

Países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e China investem em projetos de reatores modulares, o que tem gerado uma corrida tecnológica global por soluções confiáveis, de baixa emissão de carbono e capazes de complementar fontes como solar e eólica.

LABGENE e a posição estratégica da Marinha

Leonam Guimarães, assessor da Diretoria Executiva da AMAZUL, destacou que o Programa Nuclear da Marinha coloca o Brasil em posição privilegiada para participar dessa nova fase da energia nuclear.

O principal ativo brasileiro nessa frente é o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), desenvolvido para servir como protótipo em terra do sistema de propulsão do futuro Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA), reunindo conhecimento em engenharia nuclear, segurança e geração de energia.

Além de apoiar o submarino, o conhecimento do LABGENE poderá ser aplicado em iniciativas relacionadas a SMRs e microrreatores, ampliando capacidades nacionais em um setor concentrado entre poucos países.

Microrreatores para regiões isoladas e aplicações práticas

Os microrreatores brasileiros buscam criar soluções compactas, seguras e transportáveis, capazes de operar onde a expansão da rede elétrica é difícil ou cara.

Aplicações potenciais incluem comunidades isoladas na Amazônia, instalações militares, bases científicas e polos industriais remotos, reduzindo a dependência de geradores a combustíveis fósseis, custos logísticos e emissões de gases de efeito estufa.

Energia limpa, transição e soberania tecnológica

A discussão sobre SMRs e microrreatores ocorre num contexto global de preocupação com segurança energética e descarbonização, onde a energia nuclear é vista como alternativa para complementar renováveis.

Para o Brasil, com experiência em Angra e no Programa Nuclear da Marinha, a entrada no mercado de reatores modulares representa ganhos energéticos, oportunidades industriais e científicas, e fortalecimento da soberania tecnológica e da Base Industrial de Defesa.

Projetos como o LABGENE, o SNCA e o microrreator brasileiro também estimulam a formação de mão de obra qualificada e reduzem a dependência externa em tecnologias estratégicas.

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