Curso de Comandos Anfíbios pressiona alunos com provas de liderança, comunicações e patrulha, incluindo marcha superior a 40 quilômetros na Restinga da Marambaia
A etapa de Adaptação à Atividade de Operações Especiais do Curso de Comandos Anfíbios reuniu desafios que testaram liderança, resistência e tomada de decisão sob fadiga.
Ao longo de seis semanas, a formação combinou esforço físico intenso com avaliações técnicas e de comando, para selecionar operadores aptos a atuar em cenários hostis.
Os dados e descrições da fase foram informados pela própria instituição responsável pelo treinamento, conforme informação divulgada pelo Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), por intermédio da Escola de Operações Especiais (EsOpEsp).
Formato e disciplinas da fase de adaptação
A segunda fase agrupou um programa extenso, voltado ao desenvolvimento das competências essenciais para as Operações Especiais.
A grade incluiu, entre outras áreas, combate aproximado, natação utilitária, armamento e tiro operacional, comunicações táticas, primeiros socorros em combate, técnicas de patrulha, liderança e tomada de decisão.
Mais do que o domínio técnico, o objetivo da etapa foi fortalecer atributos como autocontrole, iniciativa e trabalho em equipe, qualidades centrais do Curso de Comandos Anfíbios.
Provas finais e avaliações sob fadiga
A semana final concentrou as avaliações mais exigentes, com atividades realizadas na Ilha da Marambaia e no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais.
Em operação conduzida na Restinga da Marambaia, os militares participaram da Operação Tempestade na Areia, realizando uma marcha superior a 40 quilômetros pela Restinga da Marambaia, em condições de desgaste contínuo.
Na sequência, foram executadas a Operação Conduta e o Teste de Reação de Líderes, atividades destinadas a avaliar comando, tomada de decisão sob fadiga e manutenção da coesão das equipes.
O ciclo avaliativo foi concluído com a Pista de Reação e a Pista de Lutas, conduzida pelo Programa de Aplicação Militar de Métodos de Luta, momentos emblemáticos que sintetizam os valores de superação, disciplina e prontidão.
Resultados e transição para a próxima fase
Conforme informado pela organização, a segunda fase do curso foi encerrada em 19 de junho, marcando a conclusão dessa etapa de adaptação.
Com o término, os alunos avançam para a 3ª Fase, chamada Aprimoramento da Técnica de Operações Especiais, que aprofunda planejamento e execução de missões complexas.
A formação completa, conforme a própria instituição, tem duração total de 34 semanas, e visa preparar oficiais e praças para integrar uma das forças de Operações Especiais mais seletivas da Marinha do Brasil.
Impacto operacional e competências desenvolvidas
O percurso impõe resistência física extrema, controle emocional sob pressão, liderança em ambientes hostis e raciocínio rápido, competências centrais do Curso de Comandos Anfíbios.
Ao enfatizar planejamento operacional, infiltração terrestre e anfíbia, reconhecimento especial e coordenação de pequenas frações, a próxima fase ampliará a capacidade dos operadores para atuar em ambientes litorâneos e ribeirinhos.
O rigor do processo garante que apenas militares plenamente capacitados avancem, mantendo o padrão operacional que distingue os Comandos Anfíbios brasileiros.


