sábado
27 junho

Exército amplia certificação de tropas com tecnologia de combate virtual, moderniza Forças de Emprego de Prontidão para operações nacionais e missões da ONU

Com SIMACEM, VBS3, SIMAF e DSET, a certificação de tropas com tecnologia de combate virtual eleva o nível de prontidão das Forças de Emprego de Prontidão para missões complexas

O Exército ampliou neste mês de junho a certificação de suas unidades por meio de tecnologias avançadas de simulação, em um esforço para aumentar a capacitação operacional e reduzir custos de adestramento.

O processo combina simulação construtiva, virtual e viva para treinar estados-maiores, brigadas e batalhões em cenários urbanos, mecanizados e de apoio de fogo, com foco em realismo e repetição segura de exercícios.

Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

O que é a certificação e como ela funciona

Coordenado pelo Comando de Operações Terrestres, o processo funciona como um selo de capacidade operacional plena, garantindo que tropas, equipamentos e estados-maiores estejam aptos para atuar em operações nacionais e internacionais, conforme registrado pelo relatório do Exército.

Segundo o material divulgado, “A certificação das Forças de Emprego de Prontidão representa o mais elevado nível de validação operacional da Força Terrestre“. Esse reconhecimento exige integração entre doutrina, treinamento e tecnologia.

Tecnologias empregadas e exemplos práticos

No Centro de Adestramento-Sul, em Santa Maria, o Simulador de Adestramento de Comando e Estado-Maior (SIMACEM) foi usado no Exercício de Simulação Construtiva Campos Gerais, com a 5ª Divisão de Exército e a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, integrando o software COMBATER para planejamento tático.

Na 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada, em São Paulo, “Durante quatro semanas, militares do 4º, 28º e 37º Batalhões de Infantaria Mecanizada e do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizada empregaram o sistema Virtual Battlespace 3 (VBS3)” para aprimorar técnicas e procedimentos operacionais.

Além disso, dispositivos como os Dispositivos de Simulação de Engajamento Tático (DSET) e o Simulador de Apoio de Fogo (SIMAF) permitiram treinos de tiro e trajetórias balísticas com alto grau de fidelidade, preservando equipamentos e reduzindo consumo logístico.

Ganho operacional, economia e segurança

O uso intensivo de simulação reduz custos, preserva material e amplia a segurança dos militares durante o preparo, permitindo maior frequência de adestramento sem mobilizar grandes meios reais.

As avaliações pós-ação, conduzidas por observadores e controladores, geraram dados precisos sobre pontos fortes e oportunidades de melhoria, aproximando o modelo brasileiro das melhores práticas internacionais.

Relevância internacional e impacto na população

O sistema de certificação também projeta o Brasil no cenário internacional, ao alinhar requisitos para participação no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da Organização das Nações Unidas, fortalecendo a credibilidade de tropas empregadas em missões de paz.

Para a população, a capacitação permanente significa maior eficiência em operações de garantia da lei e da ordem, apoio a desastres naturais e proteção de infraestruturas estratégicas, com unidades mais preparadas e tecnicamente atualizadas.

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