Durante a feira em Florianópolis, o Exército reforçou programas estratégicos e parcerias com indústria e academia para fortalecer a Base Industrial de Defesa e a autonomia tecnológica
O Exército Brasileiro ampliou seu foco em inovação durante a 4ª Expo Defense, ao expor projetos ligados a áreas consideradas críticas para o futuro da Defesa.
A participação reuniu Forças Armadas, indústria e universidades, com debates sobre aplicações práticas em reconhecimento, vigilância, logística e comando e controle.
As informações foram divulgadas pelo Exército Brasileiro durante a 4ª Expo Defense, em Florianópolis.
Prioridades tecnológicas, Inteligência Artificial, robótica e drones terrestres
Entre os temas centrais, a Inteligência Artificial, a robótica e os drones terrestres aparecem como prioridades para modernizar a Força Terrestre.
O Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, Hertz, afirmou que o Exército está direcionando esforços para essas áreas e buscando acelerar projetos.
Hertz disse, “Nós vamos tratar agora de robótica, de drones terrestres e de Inteligência Artificial. Estou identificando oportunidades para que possamos aperfeiçoar e acelerar os nossos projetos”.
Programas Estratégicos e a busca por alternativas nacionais
O Escritório de Projetos do Exército apresentou a reestruturação dos Programas Estratégicos, com objetivo de alinhar capacidades militares às transformações tecnológicas.
Segundo o Chefe do EPEx, Everton, a ideia é aproximar empresas das necessidades da Força e fomentar soluções nacionais para reduzir dependências externas.
Como destacou Everton, “Sempre nosso foco é buscar alternativas nacionais para aquelas capacidades que nós procuramos”.
Indústria e academia, protagonismo nacional e transferência de conhecimento
A aproximação entre o Exército e a indústria nacional foi destacada como pilar para acelerar desenvolvimento tecnológico e fortalecer a Base Industrial de Defesa.
Representantes do setor e da academia reforçaram que parcerias geram empregos qualificados, transferência de tecnologia e aumentam a competitividade nacional.
O professor Fernando Moreira, do Instituto Militar de Engenharia, chamou atenção para o potencial das tecnologias quânticas, afirmando, “Pode ter aplicações em todos os domínios de guerra: na água, na terra, no ar, no ciberespaço, no espaço vazio. Nunca existiu uma tecnologia com tanta aplicação.”
Soberania, cooperação internacional e próximos passos
A presença de delegações estrangeiras na Expo Defense indicou reconhecimento internacional ao ecossistema de inovação em Defesa do Brasil.
O Exército busca, com essas iniciativas, consolidar autonomia estratégica, atrair investimentos e abrir caminhos para cooperação externa, mantendo, porém, ênfase em soluções nacionais.
Ao destacar projetos ligados à Inteligência Artificial, robótica, drones e tecnologias quânticas, o Exército Brasileiro sinaliza que soberania e inovação caminham juntas e que a Base Industrial de Defesa será peça central nas próximas decisões tecnológicas.


