Conferência do Comando de Operações Terrestres reforça a Doutrina Militar Terrestre diante de sistemas não tripulados, ciberameaças, operações híbridas e formação de líderes
O Exército Brasileiro realizou uma conferência na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ECEME, reunindo responsáveis pelo preparo, emprego e evolução da Força Terrestre.
O encontro, liderado pelo Comandante de Operações Terrestres, General Vasconcellos, debateu cenários globais, desafios operacionais contemporâneos e o fortalecimento da Doutrina Militar Terrestre.
Participaram chefes de áreas estratégicas do Comando de Operações Terrestres, em atividade que aproximou ensino e prática operacional, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
COTER, a padronização doutrinária e a transformação da experiência em prática
Como Órgão de Direção Operacional, o Comando de Operações Terrestres, COTER, tem papel central em transformar experiências de exercícios, operações e missões em aperfeiçoamentos permanentes da Doutrina Militar Terrestre.
Durante a conferência, foi enfatizado que a doutrina garante padronização de procedimentos e interoperabilidade entre organizações militares, elementos essenciais para elevar a capacidade operacional da Força Terrestre.
Atualização conceitual frente às novas tecnologias
O General Diógenes, Chefe do Centro de Doutrina do Exército, destacou, “a evolução dos conflitos modernos exige constante atualização dos conceitos operacionais”, afirmando a necessidade de revisão doutrinária.
A presença crescente de sistemas não tripulados, a integração entre os domínios terrestre, cibernético e informacional e o emprego de operações de informação requerem mudanças na forma de planejar e conduzir operações, segundo os debatedores.
Integração entre ensino e experiência operacional na ECEME
A realização do evento na ECEME reforçou a importância da aproximação entre ambiente acadêmico e prática operacional, promovendo troca de experiências entre alunos, instrutores e oficiais-generais.
Participaram das apresentações o General Montella, Chefe de Missões de Paz, Aviação e Inspetoria-Geral das Polícias Militares, o General Souza, Chefe do Preparo da Força Terrestre, e o General Prisco, Chefe do Emprego da Força Terrestre, entre outros.
Essa interação contribui para a formação de comandantes mais preparados, fortalece a cultura de inovação, e assegura que a Doutrina Militar Terrestre incorpore lições práticas e experiências de campo.
Cenário global, desafios híbridos e missões de paz
Os debates ocorreram em momento de transformações internacionais, em que ameaças híbridas e a velocidade das mudanças tecnológicas ampliam a complexidade do ambiente operacional.
Além de operações convencionais, as forças devem desenvolver capacidades em guerra eletrônica, cibersegurança e emprego integrado de múltiplos sistemas de combate, mantendo prontidão para cumprir missões constitucionais.
A participação brasileira em missões de paz e em operações multinacionais foi apontada como fator que contribui para a atualização da Doutrina Militar Terrestre, ampliando interoperabilidade e troca de procedimentos com outras forças.
Ao final, a conferência evidenciou a necessidade de alinhamento entre doutrina, preparo e emprego operacional, garantindo adaptação rápida às transformações do ambiente estratégico, e consolidando o COTER como agente de evolução da Doutrina Militar Terrestre.


