Operação Parintins 2026 tem início em 22 de junho com inspeções em todas as embarcações, uso de navios, helicópteros, lanchas blindadas e motos aquáticas para garantir segurança
A Marinha do Brasil ativará o posto fluvial conhecido como Chapa Quente no Rio Negro para reforçar a fiscalização durante o deslocamento de passageiros rumo ao Festival Folclórico de Parintins.
As ações começam em 22 de junho e visam reduzir riscos na navegação, com inspeções preventivas em embarcações de passageiros e verificação de equipamentos de salvatagem.
O esquema procura evitar superlotação e priorizar grupos vulneráveis, com checagens de documentação e contagem de passageiros, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Posto Chapa Quente e regras de embarque
O posto está instalado nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, e se tornou referência nas fiscalizações do período do festival.
Segundo a Marinha, “A Marinha do Brasil intensificará, a partir de 22 de junho, as ações da Operação Parintins 2026 com a ativação do tradicional posto de fiscalização fluvial conhecido como “Chapa Quente”, localizado no Rio Negro, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus.”
Todo embarque de passageiros com destino a Parintins passará pela inspeção, para assegurar o cumprimento dos requisitos exigidos pela Autoridade Marítima antes da continuidade da viagem.
Meios e efetivo mobilizado
A operação contará com meios navais e aeronavais para patrulhamento e resposta rápida, aumentando a presença da Marinha na rota para a ilha tupinambarana.
Na própria Chapa Quente, “Somente no posto da Chapa Quente, cerca de 239 militares atuarão em regime ininterrupto de revezamento até o dia 26 de junho.”
Além disso, “Ao todo, aproximadamente 400 militares da Marinha estarão envolvidos nas atividades de fiscalização, patrulhamento e segurança da navegação durante o período do Festival Folclórico de Parintins.”
Entre os recursos mobilizados estão, “Dois Navios-Patrulha Fluvial; Um Navio de Assistência Hospitalar; Dois helicópteros UH-12 Esquilo; Cerca de 20 embarcações de apoio; Lanchas blindadas; Motos aquáticas para patrulhamento e resposta rápida.”
Passes, inspeções e controle de lotação
Para agilizar o fluxo, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental emite o Passe, documento que certifica embarcações aptas a transportar passageiros para Parintins.
Conforme a Marinha, “Até o dia 16 de junho, a Marinha já havia emitido 221 Passes para embarcações consideradas aptas ao transporte de passageiros.”
Embarcações sem Passe poderão seguir viagem, desde que sejam submetidas à inspeção completa na Chapa Quente e cumpram os requisitos de segurança estabelecidos.
Resultados já registrados e atuação integrada
O trabalho preventivo tem mostrado efeitos positivos na redução de acidentes na rota entre Manaus e Parintins.
Dados da operação apontam que “Segundo dados da operação, não foram registrados acidentes fluviais relacionados ao Festival de Parintins nos anos de 2023, 2024 e 2025, evidenciando a importância das ações de fiscalização para a segurança do transporte hidroviário na região.”
A ação contará ainda com apoio da Polícia Militar do Amazonas, Secretarias de Justiça e Assistência Social, Juizado da Infância e Juventude e Conselhos Tutelares, para ampliar a proteção de crianças, adolescentes e grupos vulneráveis.
A expectativa da Marinha é que aproximadamente 100 mil passageiros sejam fiscalizados ao longo da operação, consolidando a Chapa Quente como um dos maiores pontos de controle fluvial temporário do país.
O esquema começa antes do festival e segue até o término das avaliações finais, com o objetivo de garantir que a viagem até Parintins ocorra com segurança e dentro das normas vigentes.


